Nem só de dividendos vivem os investidores, já que na terra da
renda fixa, muitos acabam emprestando dinheiro diretamente às empresas e são remunerados com
juros compostos bem acima do que o
Tesouro Direto oferece. Dessa maneira, a
Vale (VALE3) abre os trabalhos em 2026 honrando os seus debenturistas.
A mineradora efetua neste dia 15 de janeiro de 2026 tanto o acréscimo de juros quanto a amortização do principal emprestado à mineradora, juntamente à atualização monetária, aos investidores que participaram da oitava emissão de
debêntures, que inicialmente estava dividida em quatro séries.
No caso, as primeiras duas séries de debêntures da Vale já venceram e agora a terceira série chega ao seu prazo final, rendendo R$ 686,89 por título na conta dos investidores. São R$ 43,19 só em juros, cerca de R$ 532,53 em amortização da parcela de 33% do valor nominal de cada debênture, além de R$ 111,15 em atualização monetária.
Quem ainda terá mais pagamentos adiante, fora o atual, é a quarta série das debêntures. Também neste dia 15 de janeiro de 2026, serão pagos pela mineradora cerca de R$ 408,82 por título na conta dos debenturistas. São R$ 87,26 só em juros, cerca de R$ 210,48 em amortização da parcela de 16% do valor nominal de cada debênture, além de R$ 111,08 em atualização monetária.
Conforme apuração do
Investidor10, os cupons de remuneração pagos pela
VALE3 aos seus debenturistas da 8ª emissão são da ordem de
IPCA+ 6,71% ao ano, relativos à terceira série, além de
IPCA+ 6,78% ao ano, referentes à quarta série.
Tais 250 mil títulos de debêntures envolvidos na 8ª emissão da Vale requerem da mineradora o desembolso total de R$ 130 milhões aos investidores de renda fixa, que optaram por se tornarem credores da empresa, financiando seus projetos de investimento.