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TIM (TIMS3) confirmou nesta segunda-feira (2) que mantém conversas preliminares e não vinculantes com a
IHS Brasil sobre uma possível aquisição de participação na
I-Systems, empresa de infraestrutura de fibra óptica.
Em comunicado ao mercado, a operadora ressaltou que as negociações ainda estão em estágio inicial e que, até o momento, não existe definição sobre preço, formato da operação ou cronograma para eventual conclusão do negócio.
A manifestação da companhia ocorre após reportagem da Reuters apontar que a TIM estaria em tratativas para recomprar uma fatia de 51% da I-Systems, em uma transação estimada em cerca de US$ 170 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 900 milhões.
Caso avançasse, a operação devolveria à TIM o controle operacional integral da rede de fibra, segundo fontes ouvidas pela agência.
Origem da operação e histórico do ativo
A I-Systems, então chamada FiberCo, teve parte de seu capital vendida pela TIM em 2021 para a IHS Towers, em um movimento alinhado à estratégia da operadora de monetizar ativos de infraestrutura e adotar um modelo mais leve em capital. A ideia, à época, era desenvolver uma operadora neutra de fibra óptica, capaz de atender diferentes players do mercado.
No entanto, segundo a Reuters, a IHS Towers e outras empresas independentes de fibra no Brasil têm encontrado dificuldades para alcançar escala suficiente de clientes que viabilize o modelo de negócio de forma sustentável.
Esse contexto teria reaberto espaço para uma renegociação com a TIM, agora interessada em retomar maior controle sobre a infraestrutura.
Estratégia da TIM para banda larga e infraestrutura
Em fato relevante, a TIM reforçou que avalia continuamente alternativas estratégicas que possam fortalecer sua atuação em banda larga fixa e aprimorar sua infraestrutura de telecomunicações.
A empresa destacou que decisões desse tipo são analisadas sob a ótica de eficiência operacional, qualidade dos serviços e criação de valor no longo prazo.
A recompra de participação na I-Systems, caso se concretize, poderia representar uma mudança relevante na estratégia adotada nos últimos anos, indicando maior integração vertical e controle direto sobre ativos considerados críticos para a expansão e competitividade da oferta de internet fixa no país.
Próximos passos e incertezas
Apesar do interesse de mercado gerado pela notícia, a TIM deixou claro que não há garantia de que as conversas evoluam para uma transação concreta.
A ausência de acordo sobre preço e estrutura indica que o processo ainda pode se estender ou até ser interrompido, dependendo das condições negociadas e da avaliação estratégica final da companhia.
📊 Por ora, o tema segue no radar dos investidores como um potencial movimento estratégico, mas sem impacto imediato garantido sobre os números ou a estrutura operacional da TIM.