Tesouro Reserva atrasou em março, mas vem aí após testes no Banco do Brasil

Novo título de renda fixa do governo foi 100% pensado para construir a reserva de emergência.

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Publicado em 24/03/2026 às 18:59h Publicado em 24/03/2026 às 18:59h por Lucas Simões
Tesouro Reserva funcionará 24 horas por dia e de domingo a domingo (Imagem: ShutterStock/Gerado por IA)
Tesouro Reserva funcionará 24 horas por dia e de domingo a domingo (Imagem: ShutterStock/Gerado por IA)
Sabemos que você estava esperando que o Tesouro Reserva, o novo título de renda fixa do governo brasileiro, tivesse o seu lançamento ainda em março de 2026, conforme anunciado pelo próprio Tesouro Nacional. Mas, o concorrente de peso contra as "Caixinhas" e "Cofrinhos" dos bancos digitais vem aí.
Após uma série de testes feitos pelo Tesouro Nacional, com o auxílio do Banco do Brasil (BBAS3), em que alguns correntistas da estatal já estão usufruindo do mais novo título público, espera-se que o lançamento para o público em geral aconteça em abril de 2026.
“Os últimos ajustes estão sendo concluídos com um grupo restrito de clientes. A previsão é que esta nova modalidade esteja disponível para todos os correntistas ao longo do mês de abril”, disse o Banco do Brasil, em nota.
A estatal menciona que o acesso ao novo Tesouro Reserva se dará com uso de transferências via PIX ou mesmo saldo na conta corrente. No caso, os interessados acessarão o aplicativo de investimentos do Banco do Brasil e clicarão no ícone Tesouro Direto.
Para quem não acredita que esse tal Tesouro Reserva já exista na praça, ainda que em um ambiente de testes, saiba que o governo brasileiro já pegou emprestado R$ 100 mil dos "investidores cobaias" que já têm acesso ao Tesouro Reserva, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (24). 

Tesouro Reserva é tudo isso?

Tamanha é a expectativa para a chegada do Tesouro Reserva, pois trata-se de um título de renda fixa com aplicações a partir de R$ 1,00 e resgates do dinheiro aplicado 24 horas por dia e de domingo a domingo.
Diferente do Tesouro Selic, que em situações raríssimas e de elevada volatilidade nos mercados financeiros, pode deixar negativo momentaneamente a reserva de emergência dos poupadores (como o episódio visto durante o auge da pandemia, quando a taxa Selic bateu mínima de 2% ao ano), o Tesouro Reserva não corre tal risco.
Afinal de contas, o Tesouro Reserva paga apenas 100% do que oferecer a Selic Over vigente. No momento, a Selic Meta atual é de 14,75% ao ano, já a Selic Over é de 14,65% ao ano, o que dá na mesmíssima rentabilidade de 100% do CDI.
É por isso que o Tesouro Reserva promete ser tão competitivo contra os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) tão populares oferecidos por bancos digitais e fintechs, uma vez que sua segurança governamental supera de longe a cobertura limitada do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que só cobre aplicações até R$ 250 mil.
Ou seja, é bem provável que, com a chegada do Tesouro Reserva ao público em geral, as tais "Caixinhas" e os tais "Cofrinhos" com liquidez diária passem a sempre oferecer taxas acima de 100% do CDI para continuarem atrativos.