Sabemos que você estava esperando que o
Tesouro Reserva, o novo título de
renda fixa do governo brasileiro,
tivesse o seu lançamento ainda em março de 2026, conforme anunciado pelo próprio Tesouro Nacional. Mas, o concorrente de peso contra as "Caixinhas" e "Cofrinhos" dos bancos digitais vem aí.
Após uma série de testes feitos pelo Tesouro Nacional, com o auxílio do
Banco do Brasil (BBAS3), em que alguns correntistas da estatal já estão usufruindo do mais novo título público, espera-se que o lançamento para o público em geral aconteça em abril de 2026.
“Os últimos ajustes estão sendo concluídos com um grupo restrito de clientes. A previsão é que esta nova modalidade esteja disponível para todos os correntistas ao longo do mês de abril”, disse o Banco do Brasil, em nota.
A estatal menciona que o acesso ao novo Tesouro Reserva se dará com uso de transferências via PIX ou mesmo saldo na conta corrente. No caso, os interessados acessarão o aplicativo de investimentos do Banco do Brasil e clicarão no ícone
Tesouro Direto.
Para quem não acredita que esse tal Tesouro Reserva já exista na praça, ainda que em um ambiente de testes, saiba que o governo brasileiro já pegou emprestado R$ 100 mil dos "investidores cobaias" que já têm acesso ao Tesouro Reserva, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (24).
Tesouro Reserva é tudo isso?
Tamanha é a expectativa para a chegada do Tesouro Reserva, pois trata-se de um título de renda fixa com aplicações a partir de R$ 1,00 e resgates do dinheiro aplicado 24 horas por dia e de domingo a domingo.
Diferente do
Tesouro Selic, que em situações raríssimas e de elevada volatilidade nos mercados financeiros, pode deixar negativo momentaneamente a
reserva de emergência dos poupadores (como o episódio visto durante o auge da pandemia, quando a
taxa Selic bateu mínima de 2% ao ano), o Tesouro Reserva não corre tal risco.
Afinal de contas, o Tesouro Reserva paga apenas 100% do que oferecer a Selic Over vigente. No momento, a
Selic Meta atual é de 14,75% ao ano, já a
Selic Over é de 14,65% ao ano, o que dá na mesmíssima rentabilidade de
100% do CDI.
Ou seja, é bem provável que, com a chegada do Tesouro Reserva ao público em geral, as tais "Caixinhas" e os tais "Cofrinhos" com liquidez diária passem a sempre oferecer
taxas acima de 100% do CDI para continuarem atrativos.