Tesouro Renda+ 2065 leva prejuízo de 11% neste mês e expõe renda fixa

Ao invés de os juros compostos oferecidos no Tesouro Direto caírem, igual à Selic fez, vimos o contrário.

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Publicado em 25/03/2026 às 14:37h Publicado em 25/03/2026 às 14:37h por Lucas Simões
Quando os juros compostos sobem, destravam-se prejuízos na marcação a mercado (Imagem: Shutterstock)
Quando os juros compostos sobem, destravam-se prejuízos na marcação a mercado (Imagem: Shutterstock)
Muitos investidores ainda não entenderam que a renda fixa não é tão fixa como o próprio nome sugere, sobretudo quando o investimento está sujeito à famosa marcação a mercado: mecanismo que pode tanto adiantar lucros quanto culminar em prejuízos. Com isso em mente, dá para se ter ideia do porquê de o Tesouro Direto estar oscilando tanto.
No caso particular do Tesouro Renda+ 2065, o título público queridinho dos investidores para buscar fortes ganhos, caso as taxas recuem com força, o movimento tem sido o exato oposto do esperado por quem emprestou dinheiro ao governo brasileiro em março de 2026.
O Investidor10 apurou na plataforma do Tesouro Direto que, na verdade, o Tesouro Renda+ 2065 acumula prejuízo em torno de -11% só neste mês.
Isso porque os juros compostos oferecidos por esse título de renda fixa de longuíssimo prazo saltaram de IPCA+ 6,78% ao ano, no fechamento do último dia 27 de fevereiro, para os atuais IPCA+ 7,07% ao ano. Em compensação, o seu preço unitário oscilou de R$ 204,84 para R$ 182,53, respectivamente.
Quem está ligado no noticiário dos mercados nas últimas já deve ter ligado os pontos na compreensão do porquê os investidores estão exigindo juros compostos maiores do governo brasileiro na hora de emprestar o seu dinheiro no Tesouro Direto, mas não custa dizer: a guerra no Irã.
A própria ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada no último dia 24 de março, revelou que o nosso Banco Central vem monitorando de perto as expectativas de inflação, que tendem a se estressar dada a disparada do petróleo no mundo, reduzindo de quebra o espaço para cortes mais agressivos da taxa Selic ao longo do ano.

Acompanhe a seguir os preços e as rentabilidades dos títulos públicos no Tesouro Direto na tarde do dia 25 de março de 2026:

Títulos pré-fixados

  • Tesouro Prefixado 2029 = Aporte mínimo de R$ 7,01 (Rentabilidade: 13,79% ao ano)
  • Tesouro Prefixado 2032 = Aporte mínimo de R$ 4,71 (Rentabilidade: 14,02% ao ano)
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 = Aporte mínimo de R$ 8,14 (Rentabilidade: 14,04% ao ano)

Títulos pós-fixados

  • Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 185,87 (Rentabilidade: Selic+ 0,0932% ao ano)

Títulos indexados à Inflação

  • Tesouro IPCA+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 28,76 (Rentabilidade: IPCA+ 7,81% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 17,15 (Rentabilidade: IPCA+ 7,20% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 8,89 (Rentabilidade: IPCA+ 7,05% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2037 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 42,53 (Rentabilidade: IPCA+ 7,48% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2045 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 41,71 (Rentabilidade: IPCA+ 7,26% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2060 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 39,93 (Rentabilidade: IPCA+ 7,21% ao ano)

Títulos para aposentadoria extra

  • Tesouro Renda+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 19,13 (Rentabilidade: IPCA+ 7,32% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 13,78 (Rentabilidade: IPCA+ 7,17% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 9,94 (Rentabilidade: IPCA+ 7,08% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2045 = Aporte mínimo de R$ 7,13 (Rentabilidade: IPCA+ 7,05% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 5,08 (Rentabilidade: IPCA+ 7,05% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2055 = Aporte mínimo de R$ 3,61 (Rentabilidade: IPCA+ 7,06% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2060 = Aporte mínimo de R$ 2,56 (Rentabilidade: IPCA+ 7,07% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2065 = Aporte mínimo de R$ 1,82 (Rentabilidade: IPCA+ 7,07% ao ano)

Títulos para custear estudos

  • Tesouro Educa+ 2027 = Aporte mínimo de R$ 36,46 (Rentabilidade: IPCA+ 7,91% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2028 = Aporte mínimo de R$ 33,85 (Rentabilidade: IPCA+ 7,87% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 31,52 (Rentabilidade: IPCA+ 7,83% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 29,37 (Rentabilidade: IPCA+ 7,77% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2031 = Aporte mínimo de R$ 27,42 (Rentabilidade: IPCA+ 7,69% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 25,66 (Rentabilidade: IPCA+ 7,61% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2033 = Aporte mínimo de R$ 24,06 (Rentabilidade: IPCA+ 7,53% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2034 = Aporte mínimo de R$ 22,57 (Rentabilidade: IPCA+ 7,44% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 21,21 (Rentabilidade: IPCA+ 7,37% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2036 = Aporte mínimo de R$ 19,91 (Rentabilidade: IPCA+ 7,31% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2037 = Aporte mínimo de R$ 17,56 (Rentabilidade: IPCA+ 7,26% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2038 = Aporte mínimo de R$ 16,47 (Rentabilidade: IPCA+ 7,22% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2039 = Aporte mínimo de R$ 15,43 (Rentabilidade: IPCA+ 7,18% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 14,46 (Rentabilidade: IPCA+ 7,16% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2041 = Aporte mínimo de R$ 13,46 (Rentabilidade: IPCA+ 7,13% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2042 = Aporte mínimo de R$ 13,56 (Rentabilidade: IPCA+ 7,12% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2043 = Aporte mínimo de R$ 12,52 (Rentabilidade: IPCA+ 7,10% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2044 = Aporte mínimo de R$ 11,73 (Rentabilidade: IPCA+ 7,09% ao ano)