Lucro da BRF (BRFS3) dispara quase 300% em 2024 e soma R$ 3,7 bilhões
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A S&P (Standard & Poors) elevou a nota de crédito em escala nacional da BRF (BRFS3), de brAA+ para brAAA. A mudança reflete a redução da alavancagem da companhia.
💲A agência de classificação de risco destacou que "a BRF reportou crescimento significativo de EBITDA devido a uma combinação de iniciativas de corte de custos e redução dos custos de grãos". Além disso, teve uma injeção de capital de R$ 5 bilhões, com ajuda da Marfrig (MRFG3), a sua principal acionista.
A S&P disse ainda que a alavancagem da BRF caiu para 2,7x em 31 de março de 2024, ante 5,3x em 30 de junho de 2023, diante dessas operações, o que justifica a melhora do rating em escala nacional.
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Já o rating em escala global da BRF foi reafirmado em BB, com perspectiva estável. A perspectiva estável reflete a expectativa de que o índice de dívida sobre o EBITDA seguirá abaixo de 3x.
📈 "Estimamos que o índice de dívida sobre EBITDA ficará confortavelmente abaixo de 3x em 2024 e nos anos seguintes, apesar de nossas estimativas de aumento de investimentos (capex) e dividendos, que devem ultrapassar R$ 1 bilhão, inclusive em 2024", afirmou a S&P.
A agência ainda acredita que a BRF vai manter margens EBITDA superiores aos 10%, dada às novas políticas de controles de custos. Além disso, vê a Marfrig fornecendo um "suporte extraordinário, como já fez em 2023".
Contudo, diz que a "rentabilidade inerentemente volátil" da BRF é uma restrição para uma elevação ainda maior do rating. "Acreditamos que a empresa tenha uma significativa folga de rating, mas a volatilidade histórica limita potenciais elevações", afirmou.
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