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Minha Casa Minha Vida é um dos programas sociais mais conhecidos do Brasil, logo atrás do Bolsa Família, já que a intenção do governo federal é facilitar o acesso da moradia própria à população de menor poder aquisitivo. Mas, será que investir em
títulos de renda fixa atrelados ao sonho da casa própria é bom negócio em 2026?
Na visão dos analistas do BTG Pactual, esse é o momento de se emprestar dinheiro ao setor de construção de baixa renda, já que existem mudanças positivas no Minha Casa Minha Vida. Recentemente, o
governo Lula definiu a contratação de 1 milhão de residências sobre o programa habitacional ainda em 2026, um ano eleitoral. Entre as construtoras listadas em bolsa de valores, a
MRV Engenharia (MRVE3) é quem lidera a construção de moradias de baixa renda.
No caso, a empresa pegou emprestado R$ 250 milhões junto a uma securitizadora, a qual adiantou a grana à construtora e, em troca, colocou no mercado de renda fixa os tais
CRIs, que representam o compromisso de pagamento dos compradores dos imóveis, cujos contratos são amplamente subsidiados pelo governo brasileiro.
A Pacaembu é a maior construtora de casas residenciais do Brasil, com atuação destacada em cidades do interior de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso, voltada principalmente para as faixas 1 e 2 do Minha Casa Minha Vida. Sua especialidade é construir bairros planejados de moradias horizontais e ostenta um banco de terrenos de R$ 19,8 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV).
"O modelo de negócio da Pacaembu Construtora permite um ciclo de obras rápido, de em média 18 meses, resultando em Velocidade de Comercialização de Imóveis (VSO) de 70%, acima da média do setor. As vantagens no financiamento do Minha Casa Minha Vida resultam em vendas rápidas, alcançando o breakeven do projeto, em média, em apenas 8 meses, e entregando a vasta maioria dos projetos já com 100% do estoque vendido", destaca o time do BTG Pactual, em relatório.
Investir em CRIs vale a pena?
Tais títulos de renda fixa emitidos pela Pacaembu Construtora têm vencimento em 27 de junho de 2030, com pagamento de juros semestrais. A partir de junho de 2029, a companhia começa a devolver o dinheiro emprestado, com amortização de 50% e o restante no vencimento.
Embora a Pacaembu Construtora apresente um endividamento baixo (5% de Dívida Líquida Sobre Patrimônio Líquido) e ostente uma nota de crédito 'AAA', conferida pela agência de classificação de risco Moody's, investir nos títulos de dívida da empresa não é para todo mundo.