Queda dos bancos contamina Ibovespa (IBOV), que tenta voltar aos 183 mil pontos

Balanço considerado fraco e expectativa pelos números de outros bancos pressionam índice brasileiro.

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Publicado em 04/02/2026 às 13:21h - Atualizado 14 minutos atrás Publicado em 04/02/2026 às 13:21h Atualizado 14 minutos atrás por Wesley Santana
Santander opera com baixa depois da divulgação do balanço do 4T25 (Imagem: Shutterstock)
Santander opera com baixa depois da divulgação do balanço do 4T25 (Imagem: Shutterstock)

Na tarde desta quarta-feira (4), a bolsa de valores opera com um forte recuo. Por volta das 12h, o principal indicador da B3 operava com baixa de 1,5%, aos 183 mil pontos.

O recuo acontece depois de o índice ter alcançado o maior patamar da história, quando chegou a ser cotado em 188 mil pontos. Desde o começo do ano, porém, o Ibovespa (IBOV) sustenta uma alta acelerada de 14%, conforme dados da B3.

O movimento negativo do dia é puxado por várias empresas que veem seus tickers acumulando perdas importantes. É o caso da LWSA (LWSA3), que caiu quase 7%, para abaixo de R$ 4,50.

A mesma performance é vista na Totvs (TOTS3), que recua cerca de 6,5%, para R$ 40,75. O pódio vermelho fica completo com a Hypera (HYPE3), que cai 5,7%, para R$ 24,15, ainda conforme dados da B3.

No lado positivo, os ganhos são bem mais tímidos, com a Braskem (BRKM5) liderando a lista, depois de avançar 0,5%. Rumo (RAIL3) e Klabin (KLBN11) aparecem na sequência, com valorizações de 0,2%, respectivamente.

Entre as blue chips da bolsa, quase todas perdem valor de mercado nesta quarta-feira. O pior desempenho é visto no Bradesco (BBDC4), que perde 2,5% de sua cotação, operando na casa de R$ 21,15.

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Dólar na contramão

Mesmo em um dia nada positivo para a bolsa, o mercado de câmbio operava de forma favorável para o Brasil. A cotação do dólar cai cerca de 0,1%, e a moeda norte-americana fica em R$ 5,24 na versão oficial.

O euro também cai na mesma proporção e fica abaixo de R$ 6,20. Entre as divisas da América Latina, o peso argentino também cai 0,15% na conversão para o real brasileiro.

Balanço dos bancos

O resultado do Ibovespa reflete o sentimento do mercado nesta etapa inicial da temporada de balanços do quarto trimestre de 2025. Depois de o Santander (SANB11) ser o primeiro banco a publicar o resultado, os investidores esperam os documentos dos outros bancos, uma categoria que serve de motor para a bolsa brasileira.

O banco espanhol reportou um lucro líquido de R$ 4 bilhões, com alta de 6% na comparação com um ano atrás. No entanto, houve um recuo na margem financeira da instituição, que fechou o período com R$ 15,3 bilhões (-4% na base anual).

Os resultados foram recebidos de forma mista pelos analistas do mercado, que destacaram as nuances trazidas pelos números desta quarta-feira. Um relatório do JP Morgan classificou o balanço como “fraco” e citou, por exemplo, o aumento nas despesas e a queda no índice de eficiência.

“Observamos que o índice de inadimplência de 90 dias foi 30 pontos-base maior em relação ao trimestre anterior, impulsionado principalmente por pequenas e médias empresas, ou PMEs (+80 pontos-base), com empresas individuaistambém apresentando piora de 0,4 ponto percentual”, diz o banco norte-americano.