Cada vez mais, o Super Bowl se torna uma data relevante no calendário dos amantes de esportes aqui no Brasil, já que nosso país é o segundo maior mercado internacional da National Football League (NFL), cuja grande final será disputada neste domingo (8) no Levi's Stadium, em Santa Clara, no estado americano da Califórnia, às 20h30 no horário de Brasília.
Mais do que apenas a disputa do título de campeão no futebol americano entre os times New England Patriots e Seattle Seahawks, o Super Bowl também é um verdadeiro show de entretenimento (que nesta edição terá a apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny), além de um grande ímã publicitário.
Inclusive, existe todo um mercado de previsões, com funcionamento semelhante à dinâmica das bolsas de valores, em que a legião de fãs sintonizados na transmissão do Super Bowl pode ganhar (ou perder) dinheiro ao descobrir com antecedência quais empresas aparecerão nos comerciais do evento esportivo.
Daí, as plataformas de previsões, como Polymarket e Kalshi, negociam contratos abertos sobre os quais os interessados podem cogitar se, por exemplo, a
Coca-Cola (KO) ou a
Apple (AAPL), serão um dos anunciantes que disputaram os comerciais do Super Bowl. Na última edição, cada comercial de 30 segundos gerou US$ 7,5 milhões em receita publicitária.
Outra febre no mercado de previsões é tentar descobrir quem serão as celebridades que estrelarão os comerciais da final da NFL, com contratos abertos citando nomes como o cantor britânico Harry Styles ou a atriz americana
Sydney Sweeney, a qual impulsionou as ações da fabricante de jeans
American Eagle (AEO) dispararem em agosto de 2025,
arrancando até elogios de Donald Trump à época.
As plataformas de previsão já registram crescimento de +44% no volume total de negociações neste início de fevereiro de 2026 na comparação mês a mês, sendo que o contrato aberto para a previsão de "Quem vencerá o Super Bowl?" já movimentou mais de US$ 150 milhões em negociações.
Vale destacar que, só aqui no Brasil, os fãs da NFL já somam o contingente de 36 milhões de pessoas, tanto que a liga de futebol americana mantém um escritório físico oficial sediado em São Paulo. Ainda neste ano, o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, receberá um jogo de temporada regular da NFL.