Prejuízo da Casas Bahia (BHIA3) cai 54,8% no 4º tri, atingindo R$ 452 milhões

A receita líquida cresceu 7,6% entre os dois períodos.

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Publicado em 13/03/2025 às 08:34h - Atualizado 20 dias atrás Publicado em 13/03/2025 às 08:34h Atualizado 20 dias atrás por Elanny Vlaxio
No acumulado do ano, o prejuízo totalizou R$ 1,045 bilhão (Imagem: Shutterstock)

🤑 No 4º trimestre 2024, o Grupo Casas Bahia (BHIA3) registrou um prejuízo líquido de R$ 452 milhões, uma melhora de 54,8% em relação ao prejuízo apurado no ano anterior. No acumulado do ano, o prejuízo totalizou R$ 1,045 bilhão, representando uma redução de 60,2% em comparação com o prejuízo apurado em 2023.

Ebitda

Nos últimos três meses do ano passado, o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 640 milhões, um aumento de 300% em comparação com o Ebitda ajustado de R$ 160 milhões do ano anterior. A receita líquida cresceu 7,6% entre os dois períodos, indo de R$ 7,414 bilhões para R$ 7,981 bilhões.

💰 Além disso, houve uma melhora de 5,8 p.p. (pontos percentuais) na margem Ebitda, que passou de 2,2% para 8,0% no 4º tri de 2024. Adicionalmente, no acumulado de 2024, a redução anual das despesas gerais e administrativas totalizou R$ 384 milhões.

Receita e lojas físicas

Comparando com o 3º tri de 2024, a receita líquida cresceu 24,7%. Na avaliação do CFO, Elcio Ito, a companhia passou a usufruir dos resultados de um período em que realizou ajustes nas categorias, encerrou subcategorias menos rentáveis e diminuiu os subsídios direcionais para o canal online.

💲 Em dezembro de 2024, a empresa reverteu a tendência dos trimestres anteriores e retomou o crescimento tanto nas lojas físicas quanto no e-commerce. O valor bruto de mercadorias consolidado aumentou 9,9%, impulsionado pelo crescimento de 16,1% nas lojas físicas e pelo aumento de 23,7% no marketplace.

Segundo Elcio Ito, a redução do prejuízo no balanço das Casas Bahia é resultado de uma evolução operacional, que engloba a melhoria da margem Ebitda e um processo de redução constante de despesas não recorrentes, provenientes da reestruturação iniciada em 2023, disse em entrevista ao "Broadcast".

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