Nem só de
dividendos pingando na conta vivem os investidores. Pesando nisso, o conselho administrativo da
Porto Seguros (PSSA3) renovou nesta quarta-feira (4) o seu programa de recompra de ações, uma maneira alternativa de gerar mais valor aos acionistas.
Afinal de contas, a
seguradora poderá recomprar até 10% do seu total de ações em circulação na bolsa de valores brasileira, em torno de 18,4 milhões de papéis. Tais ações da Porto Seguro recompradas poderão ser mantidas em tesouraria, canceladas ou vendidas.
Com menos ações em circulação, quando
PSSA3 remunerar seus acionistas com dividendos, por exemplo, o valor a ser pago por ação será proporcional. No caso, a empresa recomprará os papéis pagando o valor de mercado.
Atualmente, a empresa ostenta aproximadamente 184,7 milhões de ações ordinárias em circulação na B3, enquanto cerca de 6,4 milhões de suas ações estão mantidas em tesouraria.
Por sua vez, a duração do atual programa de recompra será de um ano, com encerramento previsto no dia 3 de fevereiro de 2027. A Porto Seguro usará dinheiro próprio para tais operações em bolsa de valores, incluindo reservas de lucros e resultados do exercício.
Com aproximadamente 10 milhões de clientes, a empresa está entre as líderes de mercado no Brasil, com uma participação de 27% no seguro automotivo e 10% no seguro patrimonial. A Porto Seguro também opera nos segmentos de saúde e odontologia, detendo 3% do mercado, e possui uma presença no mercado de seguros de vida com 2,5% de participação.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Porto Seguro (PSSA3) há dez anos, hoje você teria R$ 6.960,90, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 4.451,30 nas mesmas condições.