‘Pódio da Construção’: Veja quem brilhou e quem decepcionou nas prévias do 4T25

O sentimento geral é de que, embora 2025 tenha sido um ano de crescimento em lançamentos, a VSO começou a dar sinais de cansaço.

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Publicado em 16/01/2026 às 19:01h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 16/01/2026 às 19:01h Atualizado 2 minutos atrás por Matheus Silva
Apesar dos resultados, o consenso entre os grandes bancos ainda é de compra (Imagem: Shutterstock)
Apesar dos resultados, o consenso entre os grandes bancos ainda é de compra (Imagem: Shutterstock)
📊 A semana foi agitada para os analistas do setor imobiliário, mas o pregão de sexta-feira (16) trouxe o veredito: o mercado esperava mais. 
A Direcional (DIRR3) foi a mais castigada, com queda de 5,70%, seguida pela Lavvi (LAVV3), que recuou 3,56%, apesar de ter reportado números considerados sólidos por parte dos analistas. 
A Even (EVEN3) caiu 2,07% e a Cyrela (CYRE3) teve uma baixa mais contida, de 1%.
O sentimento geral é de que, embora 2025 tenha sido um ano de crescimento robusto em lançamentos, a "velocidade de vendas" (VSO) começou a dar sinais de cansaço no último trimestre, especialmente no segmento de média e alta renda, onde os juros elevados continuam sendo um forte vento contrário.

Cyrela (CYRE3)

A maior incorporadora do país reportou vendas de R$ 2,5 bilhões no trimestre. O JPMorgan destacou que o número veio acima de suas projeções, mas o mercado focou na queda de 31% na comparação anual. 
O Itaú BBA ressaltou que a Cyrela é "defensiva" por ter quase metade do resultado de 2026 atrelado a projetos de baixa renda. No entanto, a XP Investimentos classificou os dados como fracos, citando o desempenho abaixo do esperado na alta renda.

Direcional (DIRR3)

A Direcional viu suas ações sofrerem devido a uma VSO de 21,2%, considerada fraca por analistas. O Goldman Sachs apontou que as vendas ficaram 26% abaixo das estimativas. 
A explicação da companhia foi a forte concentração de lançamentos em dezembro (R$ 717 milhões), que ainda não tiveram tempo de serem totalmente convertidos em vendas. 
Apesar da queda, o Bradesco BBI e o Itaú BBA mantêm recomendação de compra, focando no potencial do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) para 2026. 

Even (EVEN3) e Lavvi (LAVV3)

A Even teve um trimestre de forte retração nos lançamentos (-72% anual), o que o BBI considerou um impacto neutro, já que o ano como um todo foi de crescimento.
Já a Lavvi foi o destaque positivo operacional, com aceleração nos lançamentos e vendas, com uma VSO em alta. 
O BBA elogiou a tração comercial da empresa, mas notou que o múltiplo da ação já está "exigente", o que pode ter motivado a realização de lucros (queda do papel) hoje.

O que esperar para 2026?

Apesar do fechamento negativo, o consenso entre os grandes bancos (JPMorgan, Goldman Sachs, Itaú BBA e BBI) ainda é majoritariamente de compra para a maioria desses papéis. 
O argumento é o valuation. Muitas dessas empresas negociam a múltiplos de lucro baixos e possuem balanços sólidos. 
📈 A aposta para 2026 é de que a eficiência operacional e a disciplina financeira (como visto na MRV e Cury) se tornem os grandes diferenciais para quem busca dividendos no setor.