PicPay (PICS): Quais são os principais rivais da fintech na B3?

O banco, controlado pela família Batista, estreou na Nasdaq nesta quinta-feira (29).

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Publicado em 29/01/2026 às 14:07h - Atualizado 9 minutos atrás Publicado em 29/01/2026 às 14:07h Atualizado 9 minutos atrás por Elanny Vlaxio
As ações foram precificadas a US$ 19,00 (Imagem: Shutterstock)
As ações foram precificadas a US$ 19,00 (Imagem: Shutterstock)
🤑 O PicPay (PICS) estreou no mercado de capitais nesta quinta-feira (29) com um IPO em Nova York que levantou US$ 499 milhões e encerrou um jejum de quatro anos sem ofertas de companhias brasileiras no exterior. A última abertura de capital do segmento havia sido a do Nubank, em dezembro de 2021. 
As ações foram precificadas a US$ 19,00, e a procura pelos papéis superou em mais de 12 vezes o volume ofertado, alcançando cerca de US$ 6 bilhões. O movimento recoloca as fintechs brasileiras no centro das atenções e levanta uma questão para investidores: quem, na B3, são os rivais do PicPay?

O campo de batalha do PicPay

De acordo com Régis Chinchila, analista de investimentos da Terra Investimentos, entre as empresas listadas na B3, BDRs e Nasdaq que competem diretamente com o PicPay no segmento de banco digital e pagamentos estão Nubank (ROXO34), Banco Inter (INBR32), PagSeguro (PAGS34) e, de forma indireta, a StoneCo (STOC31)
💰 Chinchila também cita o Agibank como um concorrente relevante no mercado doméstico. Embora ainda não tenha ações negociadas na B3 ou via BDRs, o banco digital reforça o ambiente competitivo, especialmente após ter protocolado pedido de abertura de capital nos Estados Unidos.
Como referência adicional, Chinchila destaca o Mercado Livre (MELI34). O Mercado Pago tem sido apontado por analistas como o competidor número um em engajamento de carteira digital, por já ser rentável e estar integrado ao e-commerce, o que amplia a frequência de uso. 
Essa leitura é reforçada por Maressa Campos, especialista em investimentos, que aponta o Nubank como o principal rival. Para ela, “o Nubank já venceu a guerra que o PicPay ainda está tentando lutar, ao se tornar a conta primária e conquistar share of wallet”. A especialista também cita PagSeguro, o Inter, e a XP (XPBR31) de forma indireta.

Quem pode ganhar e perder

Segundo Chinchila, o IPO pode gerar pressão de curto prazo sobre as ações de concorrentes listados na B3 e em BDRs.  A entrada de uma nova fintech brasileira no mercado internacional tende a provocar movimentos de rotação de portfólio, especialmente entre investidores institucionais e fundos focados em crescimento.
Já para Campos, o impacto imediato do IPO é mais financeiro e narrativo do que operacional. “O PicPay cria um novo benchmark de valuation para fintechs brasileiras, forçando analistas a reprecificar o setor”, afirma. 
💲 Nesse contexto, o Nubank tende a se beneficiar, pois o sucesso do IPO reforça a confiança internacional no modelo de negócios das fintechs do país. Já PagSeguro e Banco Inter podem enfrentar pressão de curto prazo em suas ações devido à migração de investidores para o novo papel. 
No médio e longo prazo, no entanto, o desempenho das ações deverá depender principalmente da capacidade de cada empresa de executar sua estratégia, crescer de forma sustentável e manter diferenciais competitivos, é o que diz a especialista. 

Veja também os números das fintechs: 

  • PicPay: US$ 2,6 bilhões;
  • Nubank: US$ 90 -100  bilhões;
  • Inter: US$ 5 - 6 bilhões;
  • PagSeguro / PagBank: US$ 4–5 bilhões;
  • StoneCo: US$ 5 - 6  bilhões;
  • Agibank: R$ 9,3 bilhões ≈ ~US$ 1,8 bi (pré-IPO).