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PicPay (PICS) estreou no mercado de capitais nesta quinta-feira (29) com um
IPO em Nova York que levantou US$ 499 milhões e encerrou um jejum de quatro anos sem ofertas de companhias brasileiras no exterior. A última abertura de capital do segmento havia sido a do Nubank, em dezembro de 2021.
As ações foram precificadas a US$ 19,00, e a procura pelos papéis superou em mais de 12 vezes o volume ofertado, alcançando cerca de US$ 6 bilhões. O movimento recoloca as fintechs brasileiras no centro das atenções e levanta uma questão para investidores: quem, na B3, são os rivais do PicPay?
O campo de batalha do PicPay
💰 Chinchila também cita o Agibank como um concorrente relevante no mercado doméstico. Embora ainda não tenha ações negociadas na B3 ou via BDRs, o banco digital reforça o ambiente competitivo, especialmente após ter protocolado pedido de abertura de capital nos Estados Unidos.
Como referência adicional, Chinchila destaca o
Mercado Livre (MELI34). O Mercado Pago tem sido apontado por analistas como o competidor número um em engajamento de carteira digital, por já ser rentável e estar integrado ao e-commerce, o que amplia a frequência de uso.
Essa leitura é reforçada por Maressa Campos, especialista em investimentos, que aponta o Nubank como o principal rival. Para ela, “o Nubank já venceu a guerra que o PicPay ainda está tentando lutar, ao se tornar a conta primária e conquistar share of wallet”. A especialista também cita PagSeguro, o Inter, e a
XP (XPBR31) de forma indireta.
Quem pode ganhar e perder
Segundo Chinchila, o IPO pode gerar pressão de curto prazo sobre as ações de concorrentes listados na B3 e em BDRs. A entrada de uma nova fintech brasileira no mercado internacional tende a provocar movimentos de rotação de portfólio, especialmente entre investidores institucionais e fundos focados em crescimento.
Já para Campos, o impacto imediato do IPO é mais financeiro e narrativo do que operacional. “O PicPay cria um novo benchmark de valuation para fintechs brasileiras, forçando analistas a reprecificar o setor”, afirma.
💲 Nesse contexto, o Nubank tende a se beneficiar, pois o sucesso do IPO reforça a confiança internacional no modelo de negócios das fintechs do país. Já PagSeguro e Banco Inter podem enfrentar pressão de curto prazo em suas ações devido à migração de investidores para o novo papel.
No médio e longo prazo, no entanto, o desempenho das ações deverá depender principalmente da capacidade de cada empresa de executar sua estratégia, crescer de forma sustentável e manter diferenciais competitivos, é o que diz a especialista.
Veja também os números das fintechs:
- PicPay: US$ 2,6 bilhões;
- Nubank: US$ 90 -100 bilhões;
- Inter: US$ 5 - 6 bilhões;
- PagSeguro / PagBank: US$ 4–5 bilhões;
- StoneCo: US$ 5 - 6 bilhões;
- Agibank: R$ 9,3 bilhões ≈ ~US$ 1,8 bi (pré-IPO).