Dividendos batem recorde em 2025; veja as maiores pagadoras da B3
As empresas listadas na B3 distribuíram R$ 355,8 bilhões em dividendos e JCP em 2025.
Nesta terça-feira (6), a Petrobras (PETR4) emitiu um comunicado informando que deve paralisar as atividades de perfuração na Foz do Amazonas por pelo menos 10 dias. Segundo a estatal, o motivo é um vazamento que foi registrado a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, com descarga direta para o mar.
"Foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá", disse a companhia por meio de nota.
O acidente foi descoberto durante uma inspeção de superfície, atividade que é realizada por um robô submarino. Estima-se que 14,945 m³ de fluido de perfuração tenham sido vazados, mas o incidente já tenha sido controlado pela petrolífera.
"A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração", continuou.
Leia mais: Crise na Venezuela faz empresa brasileira saltar 5% na bolsa (e não é a Petrobras)
No ano passado, o Ibama concedeu licença para a companhia explorar a Bacia da Foz do Amazonas, localizada na parte norte do país. A autorização permite que a empresa alcance uma profundidade de até 7 mil metros abaixo da água na tentativa de encontrar novas reservas de petróleo e gás.
Estima-se que a região possa ter um potencial de 6,2 bilhões de barris de óleo, o que aumentaria de forma exponencial as reservas atuais do Brasil. Todo o processo de investigação deve durar cinco meses, conforme destaca a Petrobras.
Na tarde desta terça, os papéis da petrolífera operam com baixa de quase 1%, como resultado da reação do mercado ao vazamento. Por volta das 15h, as ações da empresa eram negociadas abaixo dos R$ 30, conforme informações da B3.
As empresas listadas na B3 distribuíram R$ 355,8 bilhões em dividendos e JCP em 2025.
Enquanto o barril de petróleo opera em alta no exterior (subindo 1,87%, a US$ 58,39), as ações do setor operam no vermelho.