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A Petrobras (PETR4) registrou um lucro líquido de R$ 26,6 bilhões no terceiro trimestre de 2023. O resultado é 42,2% menor que o do mesmo período de 2022, quando a petroleira lucrou R$ 46,1 milhões. Ainda assim, a companhia liberou R$ 17,5 bilhões em dividendos e JCP (Juros sobre o Capital Próprio).
Em nota, a Petrobras disse que a redução no lucro reflete a redução das cotações internacionais do petróleo Brent nos últimos 12 meses, bem como a redução das margens dos derivados de petróleo. "É importante ressaltar que essas variáveis afetaram não só a Petrobras, mas a indústria de óleo, gás e derivados como um todo", afirmou.
Na comparação com o segundo trimestre de 2023, o lucro da Petrobras caiu 7,5%. Nesta base de comparação, o resultado foi influenciado principalmente pela desvalorização do real frente ao dólar e por maiores despesas operacionais, devido aos maiores custos exploratórios e a um menor ganho com venda de ativos.
No terceiro trimestre de 2023, as receitas da Petrobras somaram R$ 124,8 bilhões, 26,6% a menos que o do mesmo período de 2022. Já as despesas operacionais saltaram 41,6%, para R$ 17,5 bilhões. Com isso, o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 66,2 bilhões.
O Ebitda caiu 27,6% na comparação anual, mas subiu 16,8% em relação ao segundo trimestre de 2023 e a Petrobras disse que foi o sexto maior Ebitda trimestral da sua história. A companhia também falou que, apesar desses números, manteve um FCO (Fluxo de Caixa Operacional) superior à média das empresas globais de petróleo.
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"Enquanto as majors da indústria apresentaram uma redução média de 28% no FCO e 43% no FCL nos 9M23 ante 9M22, a Petrobras reportou queda de apenas 14% e 25% respectivamente (dados em US$)", afirmou. A companhia ainda disse que ampliou a produção comercial de petróleo e gás em 1% no acumulado de 2023, "ao passo que as majors tiveram, em média, redução de 3% de produção".
No acumulado dos nove primeiros meses de 2023, o lucro da Petrobras soma R$ 95,3 milhões. No mesmo período de 2022, havia registrado R$ 144,9 milhões. A petroleira lembrou que "os números do ano passado refletiram um cenário atípico de preço alto de Brent que levaram a resultados financeiros recordes para as companhias de petróleo".
Apesar do lucro menor, a Petrobras anunciou nesta quinta-feira (9) o pagamento de R$ 17,5 bilhões em dividendos e JCP (Juros sobre o Capital Próprio). Em fato relevante, disse que o provento "é compatível com a sustentabilidade financeira da Companhia e está alinhada ao compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas, assim como às melhores práticas da indústria mundial de petróleo e gás natural".
O provento equivale a um valor bruto de R$ 1,344365 por ação e será pago para os acionistas registrados no próximo dia 21 de novembro. No caso dos detentores de ADRs (American Depositary Receipt), negociados em Nova York, a data de corte é 24 de novembro. As ações da companhia passarão a ser negociadas na condição de ex-proventos a partir de 22 de novembro.
A Petrobras vai pagar o provento de forma parcelada, nos meses de fevereiro e março de 2024. Além disso, prevê pagamentos distintos em cada parcela. Veja os detalhes:
Segundo a Petrobras, "os valores de dividendos e JCP por ação são preliminares e podem sofrer variação até a data de corte em decorrência do programa de recompra de ações". Se houver alterações, os novos valores serão comunicados na data de corte dos proventos. A Petrobras disse ainda que vai atualizar os valores de cada parcela pela taxa Selic de 31 de dezembro de 2023 até a data de cada pagamento.
A Petrobras espera produzir 2,8 milhões de boed (barris de óleo equivalente por dia) em 2023. A expectativa era de 2,6 milhões de barris, mas foi elevada nesta quinta-feira (9) em razão do bom desempenho da produção no terceiro trimestre, além da perspectiva de início da operação de mais plataformas e poços de petróleo no quarto trimestre de 2023. A nova projeção pode variar 2% para cima ou para baixo.
No terceiro trimestre de 2023, a produção média de óleo, LGN (gás natural liquefeito) e gás natural da Petrobras alcançou 2,88 milhões de barris por dia, ficando em um nível 9,1% superior do trimestre anterior. Segundo a companhia, o resultado reflete especialmente o melhor desempenho operacional das plataformas do pré-sal e o menor volume de perdas por paradas e manutenções. A produção do pré-sal bateu um novo recorde trimestral de 2,25 milhões de barris por dia.
A Petrobras, por outro lado, reduziu de R$ 16 bilhões para R$ 13 bilhões a projeção de Capex (despesa de capital) para 2023. A revisão se deve a gastos menores no Capex de produção e exploração, que passou de US$ 13,3 para US$ 11,2 bilhões "em razão do cenário desafiador enfrentado pelo mercado fornecedor no contexto inflacionário pós-pandemia, que influenciou a capacidade de suprimento da demanda crescente de recursos críticos para a indústria de óleo e gás".
Segundo a petroleira, a nova projeção de Capex ainda representa uma elevação superior a 30% em relação a 2022 e não compromete a meta de produção planejada para 2023.
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