As ações da
Palantir Technologies (PLTR) disparavam +7%, ao redor de US$ 157,40 cada, no pregão estendido em Wall Street, após os investidores globais se animarem com os resultados fortes da desenvolvedora de software em 2025, fora a demanda potencial do governo Trump pelas ferramentas da empresa.
No caso, as receitas líquidas da companhia decolaram +70% no quarto trimestre do ano passado, angariando US$ 1,41 bilhão, ante o saldo de US$ 825 milhões um ano antes. Os analistas esperavam que o indicador somasse US$ 1,33 bilhão no período. Só as vendas de ferramentas de
inteligência artificial (IA) ao governo americano cresceram em US$ 507 milhões.
Já em 2026, a Palantir projeta que suas receitas girem em torno de US$ 1,5 bilhão durante o primeiro trimestre, ao passo que o montante anual deve ficar em US$ 7,1 bilhões.
A importância geopolítica da empresa se justifica pelo fato de ser responsável pela criação de softwares e ferramentas de dados vendidos para empresas e agências governamentais, como o Pentágono dos Estados Unidos, cujo orçamento liberado para 2026 é de US$ 900 bilhões, similar ao PIB total da Suíça.
Especialistas em Wall Street avaliam que +66% do crescimento da Palantir nos últimos anos se deve exclusivamente ao interesse da Casa Branca pelos softwares desenvolvidos pela empresa, que, inclusive, firmou um contrato de US$ 10 bilhões com o Exército dos EUA.
Diante da parceria com a
Nvidia (NVDA), a empresa mais valiosa do mundo e líder na produção dos semicondutores mais avançados e essenciais nos projetos de IA, a Palantir mais que dobrou suas receitas comerciais e angariou lucro líquido de US$ 608 milhões no trimestre passado, bem acima do saldo de apenas US$ 79 milhões, na comparação anual.