💲 O Bradesco BBI voltou a reforçar sua confiança na
Tenda (TEND3) e elevou o preço-alvo das ações para R$ 40, mantendo a recomendação de compra mesmo após meses de forte oscilação dos papéis.
Para o banco, o mercado ainda não precificou corretamente a virada operacional da companhia nem o potencial de geração de caixa que começa a se desenhar para 2026.
Na visão dos analistas, a Tenda segue sendo negociada com um desconto excessivo quando comparada a outras construtoras do segmento de baixa renda.
Hoje, a ação roda próxima de 5,3 vezes o lucro, enquanto pares como
Cury (CURY3) e
Direcional (DIRR3) operam entre 8 e 9 vezes P/L. Para o BBI, essa diferença reflete mais a desconfiança de curto prazo do mercado do que problemas estruturais no negócio.
O relatório ressalta que os resultados recentes ajudaram a reduzir incertezas e tornaram as projeções de lucro mais previsíveis.
Mesmo assim, o valuation permanece pressionado, o que cria, segundo o banco, uma janela interessante para investidores dispostos a atravessar períodos de volatilidade.
No pregão desta quarta-feira (28), o mercado reagiu de forma positiva. As ações da Tenda subiram cerca de 5%, negociadas em torno de R$ 26,60, recuperando parte das perdas acumuladas após o papel ter encostado em R$ 22,77 na semana anterior.
Alea pesa no humor, mas impacto é limitado
Um dos fatores por trás das oscilações recentes é a Alea, braço de casas industrializadas do grupo. O tema costuma gerar ruído entre investidores, mas o BBI avalia que o efeito econômico é bem mais contido do que o mercado sugere.
Pelas estimativas do banco, a Alea deve responder por aproximadamente 14% do lucro por ação esperado para 2026, o que limita seu impacto sobre o resultado consolidado.
Na prática, eventuais ajustes negativos ligados à unidade — especialmente após a divulgação do balanço do 4T25 — podem acabar funcionando mais como ponto de entrada do que como sinal de deterioração do case.
O banco também chama atenção para a base acionária da companhia, ainda bastante concentrada em fundos multimercados.
Esse perfil tende a amplificar movimentos de curto prazo, aumentando a volatilidade mesmo sem mudanças relevantes nos fundamentos.
Dividendos ganham protagonismo
Para o BBI, o grande gatilho para uma reavaliação mais estrutural da Tenda está nos
dividendos. Com a melhora esperada na geração de caixa ao longo de 2026, o banco vê espaço para que a empresa passe a ser percebida como uma
pagadora relevante de proventos.
As projeções apontam para um
dividend yield próximo de 7%, acompanhado de um free cash flow em torno de 13%. Esse conjunto tende a atrair um perfil diferente de investidor e ajudar a suavizar a volatilidade das ações ao longo do tempo.
Risco limitado e cenário favorável
O BBI destaca ainda que o risco de queda parece restrito aos níveis atuais. O valuation já está bastante comprimido e o ambiente para o segmento de habitação popular segue estável, oferecendo visibilidade de demanda.
📈 Combinando fundamentos mais sólidos, potencial de dividendos e um cenário macro que pode se tornar menos adverso após o ciclo eleitoral, o banco avalia que 2026 apresenta uma assimetria interessante para a Tenda, com mais espaço para surpresas positivas do que negativas no preço das ações.