Disputa por Warner esquenta após Netflix oferecer US$ 82,7 bilhões em dinheiro
Nova proposta tenta bloquear avanço da Paramount sobre ativos do grupo.
📺 Apesar dos ruídos causados pelas políticas tarifárias de Donald Trump nos Estados Unidos, a gigante de streaming Netflix (NFLX34) encerrou o primeiro trimestre do ano (1T25) com lucro líquido de US$ 2,89 bilhões, superando as estimativas do mercado de US$ 2,33 bilhões compiladas pela consultoria LSEG.
O relatório de resultados divulgado nesta quinta-feira (17) também revela que a empresa americana também apresentou receita líquida de US$ 10,54 bilhões no 1T25, superando em 13% o saldo obtido um ano antes. Já os analistas em Wall Street esperavam um montante de US$ 10,52 bilhões.
Embora boa parte dos investidores esteja preocupada com os possíveis impactos das tarifas comerciais recíprocas anunciadas pela administração Trump, especialmente a partir do início de abril, o CEO da Netflix, Grerf Peters, explicou durante a teleconferência de resultados que, até o momento, "não há nada realmente significativo a ser observado".
Uma das maneiras apontadas pelo executivo para que a empresa esteja driblando a sua dependência em um lento crescimento em sua base de assinantes é a aposta no segmento de publicidade. Tanto que o guidance (projeção financeira) para as receitas da Netflix em 2025 continua no patamar entre US$ 43,5 bilhões e US$ 44,5 bilhões.
No pregão estendido na Bolsa de Valores de Nova York, as stocks NFLX chegaram a disparar quase +5%, tocando a cotação de US$ 1.020,00 — ante o preço de fechamento de US$ 973,03. Aqui no Brasil, o BDR NFLX34 avançou quase +3% e terminou o dia valendo R$ 115,97 cada.
Conforme dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no BDR NFLX34 há cinco anos, hoje você teria R$ 2.923,00, apesar da empresa não remunerar os seus acionistas na forma de dividendos. A simulação também aponta que o IVVB11 (investimento que replica o desempenho do S&P 500) teria retorno R$ 2.382,10 nas mesmas condições.
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Nova proposta tenta bloquear avanço da Paramount sobre ativos do grupo.
Uma decisão do STF elevou os gastos tributários da empresa, gerando uma despesa não programada de R$ 3,3 bilhões.