📈 As ações da
Natura (NATU3) acumularam valorização de 12% na semana, encerrando a última quinta-feira (2) cotadas a R$ 10,35, com ganho de R$ 1,10 no período.
Com o resultado, o papel registrou o melhor desempenho da carteira teórica do
Ibovespa (IBOV) na semana. No acumulado de 2026, a ação já avança mais de 40%, contra alta de 17% do Ibovespa no mesmo período.
A companhia também anunciou um novo acordo de acionistas de dez anos e a migração dos fundadores para um conselho consultivo.
BofA eleva para compra com preço-alvo de R$ 14
A reação dos analistas foi positiva. O Bank of America (BofA) elevou a recomendação das ações de neutra para compra e aumentou o preço-alvo em R$ 5, para R$ 14 ao fim de 2026, o que representa potencial de valorização de 35,3% sobre o fechamento de quinta-feira. O preço-alvo anterior era de R$ 9.
A equipe do BofA avalia que as ações ainda são negociadas com desconto em relação aos pares globais, à medida que o mercado antecipa maior probabilidade de mudanças operacionais, disciplina de custos e reinvestimento na marca.
"Identificamos um potencial adicional significativo na estrutura de custos e na execução e esperamos que a Natura avalie de forma mais sistemática sua marca, organização, estratégias de go-to-market, precificação e estrutura de canais, saindo de segmentos mais comoditizados e melhorando a arquitetura de preços, a coesão dos canais e as sinergias", escreveram os analistas Robert Aguilar, Gustavo Fratini, Melissa Byun e Wellington Santana.
Citi eleva alvo para R$ 12 mas mantém cautela sobre a Avon
O Citi também elevou o preço-alvo da Natura na quinta-feira (2), de R$ 11,30 para R$ 12 em dezembro, mantendo recomendação neutra com classificação de alto risco. Para o banco, a ação "claramente respondeu bem" ao processo de simplificação da companhia e à perspectiva de um novo acionista estratégico.
Após o forte avanço, porém, os analistas do Citi veem uma relação de risco e retorno mais equilibrada e mantêm postura cautelosa.
"Natura continua enfrentando limitações de crescimento, e permanecemos cautelosos quanto ao potencial real de expansão da Avon, a própria gestão reconheceu que novos investimentos na marca dependerão da resposta do consumidor", escreveram João Pedro Soares e Felipe Husein.
📊 O BofA, por sua vez, espera que as mudanças no conselho reorientem os objetivos da companhia para uma maior responsabilização baseada na execução operacional.