Mercado Livre (MELI34) dobra aposta e vai investir R$ 57 bi no Brasil em 2026
O investimento anunciado se concentra no Mercado Pago e na expansão logística, que prevê 70 mil funcionários no Brasil até dezembro.
Em comunicado enviado aos seus clientes, o Mercado Livre (MELI34) informou que vai finalizar um de seus produtos financeiros. A companhia disse que não será mais possível realizar operações na Mercado Coin, carteira de custódia de criptomoedas.
O serviço ficará no ar até o dia 17 de abril, período em que os consumidores poderão negociar seus ativos virtuais. Depois desta data, os saldos em criptos serão convertidos em reais e depositados na conta do Mercado Pago.
A divisão Coin deixa de funcionar depois de quatro anos desde o lançamento, quando a empresa apostou no serviço como um diferencial. Além do Brasil, outros países da América Latina onde a empresa atua também perderão o produto.
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A empresa informou, porém, que vai manter o Meli Dólar, que é uma stablecoin vinculada à moeda norte-americana, hoje disponível para usuários do Brasil, México e Chile. O token serve não só para dolarizar o patrimônio, como também é o método do marketplace para entregar benefícios aos consumidores.
“Meli Dólar é a moeda estável do Mercado Livre, que funciona como uma cripto e que sempre tem o mesmo valor do dólar americano. Você pode ganhar Meli Dólares como cashback por comprar em lojas parceiras, receber por transferência ou comprar sem taxas no Mercado Pago”, diz a companhia fundada na Argentina, mas que ganhou projeção internacional ao chegar ao Brasil.
Na tarde desta segunda (1º), os papéis do Meli negociados na Nasdaq operam com uma baixa tímida na Nasdaq. O mesmo acontece com os BDRs disponíveis na B3, que caem cerca de 0,2%, para R$ 74.
Este ano de 2025 não tem sido uma boa temporada para a empresa, que já perdeu mais de 17% do seu valor de mercado. Atualmente, o market cap da marca é de US$ 87 bilhões, ainda de acordo com dados da bolsa norte-americana.
O investimento anunciado se concentra no Mercado Pago e na expansão logística, que prevê 70 mil funcionários no Brasil até dezembro.
A companhia reportou queda de 12,5% no lucro do 4T25, abaixo do esperado pelo mercado, mas uma receita acima das projeções.