MXRF11 corta dividendos em 10% em abril de 2026; veja valor por cota

Maxi Renda é o maior fundo imobiliário em número de cotistas do Brasil, reunindo 1,4 milhão de investidores.

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Publicado em 02/04/2026 às 20:30h Publicado em 02/04/2026 às 20:30h por Lucas Simões
Desde maio de 2025, o FII MXRF11 pagava dividendos de R$ 0,10 por cota (Imagem: Divulgação/B32)
Desde maio de 2025, o FII MXRF11 pagava dividendos de R$ 0,10 por cota (Imagem: Divulgação/B32)
Pela primeira vez em quase um ano, o valor dos dividendos mensais pagos pelo Maxi Renda (MXRF11) é reajustado, só que desta vez para baixo. Em abril de 2026, o mais famoso fundo imobiliário do Brasil distribuirá proventos de R$ 0,09 por cota aos investidores elegíveis.
Desde maio de 2025, o FII MXRF11 pagava dividendos de R$ 0,10 por cota, mas dado o recuo de R$ 0,01 nesta distribuição, trata-se de uma redução de -10% do patamar com o qual os cotistas haviam se afeiçoado.
Só terão direito aos dividendos de R$ 0,09 por cota, a serem creditados no dia 15 de abril de 2026 (quarta-feira), os cotistas do FII MXRF11 que atenderam à data-com no último dia 30 de março de 2026 (segunda-feira).
Ou seja, a partir do dia 1º de abril de 2026 (terça-feira), as cotas do Maxi Renda negociadas na bolsa de valores brasileira não darão mais acesso (data-ex) aos dividendos ora mencionados. 
Vale destacar que o Investidor10 publicou na semana passada uma reportagem trazendo justamente a avaliação de especialistas sobre as condições do FII MXRF11 manter o seu patamar de dividendos ao redor de R$ 0,10 por cota ao longo de 2026. 
O FII MXRF11 gera dividendos mensais ao seu contingente superior a 1,4 milhão de cotistas ao figurar como um FII de papel, em que 80% de sua carteira está alocada em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), sendo a maioria de tais títulos de renda fixa isentos atrelados à inflação, com taxa média de IPCA+ 9,78% ao ano. 
A carteira de títulos de dívida imobiliária do FII MXRF11 é bem diversificada, sendo a sua maior posição os CRIs emitidos pela Birmann 32, empresa dona do Teatro B32 e que também abriga a famosa baleia metálica da Avenida Faria Lima, na capital paulista. Tais CRIs representam apenas 3,67% do patrimônio líquido de R$ 4,37 bilhões do FII de papel.