MRV (MRVE3) acelera vendas no 4T25 e gera caixa ajustado de R$ 102 milhões

O número foi classificado pelo diretor financeiro, Ricardo Paixão, como o melhor desempenho trimestral dos últimos cinco anos.

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Publicado em 13/01/2026 às 19:53h - Atualizado 7 horas atrás Publicado em 13/01/2026 às 19:53h Atualizado 7 horas atrás por Matheus Silva
O desempenho operacional também acompanhou a melhora financeira (Imagem: Pixabay)
O desempenho operacional também acompanhou a melhora financeira (Imagem: Pixabay)

🚨 A MRV&Co (MRVE3) parece ter encontrado o caminho de volta à eficiência financeira. Em prévia operacional divulgada nesta terça-feira (13), a companhia revelou que sua unidade de incorporação no Brasil registrou uma geração de caixa ajustada de R$ 102,3 milhões no quarto trimestre de 2025.

O número é simbólico e representa um salto brutal frente aos R$ 14,2 milhões do trimestre anterior e foi classificado pelo diretor financeiro, Ricardo Paixão, como o melhor desempenho trimestral dos últimos cinco anos.

O desempenho operacional também acompanhou a melhora financeira. As vendas líquidas da MRV Incorporação atingiram R$ 2,76 bilhões no período, um crescimento de 17,8% em relação ao terceiro trimestre.

Esse avanço foi sustentado por um ajuste estratégico no preço médio de venda, que ficou em R$ 264 mil, e pelo equilíbrio quase perfeito entre o que foi produzido (9.836 unidades) e o que foi repassado aos bancos (9.865 unidades).

Esse alinhamento é a chave para a geração de caixa, corrigindo o descasamento que prejudicou os resultados de meados de 2025.

Resia e a Operação nos EUA

Enquanto a operação brasileira brilha, a unidade americana Resia ainda demanda atenção.

No 4T25, a divisão não realizou vendas de ativos, o que resultou em um consumo de caixa de US$ 25,6 milhões. Entretanto, a gestão da MRV trouxe a notícia de que já existem vendas "engatilhadas" para o primeiro trimestre.

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A expectativa é que a Resia passe de uma queima de caixa de US$ 50 milhões em 2025 para uma geração de caixa positiva já em 2026.

Do plano total de desinvestimento de US$ 800 milhões nos EUA, a companhia já concluiu US$ 149 milhões.

O caminho para os dividendos em 2027

Para o acionista que foca em renda, a MRV&Co traçou um cronograma claro. Embora o resultado final de 2025 ainda deva ser impactado negativamente pelos ajustes da Resia, o ano de 2026 é visto como o período de consolidação do lucro líquido.

Ricardo Paixão foi enfático ao afirmar que, com a performance esperada para este ano, a companhia terá condições de voltar a pagar dividendos em 2027.

A empresa também destacou que a margem bruta atual já é suficiente para garantir que a operação gere caixa de forma recorrente.

📊 Mesmo com o aumento do montante represado na Conta Transitória da Caixa Econômica Federal, a MRV mostrou que sua engrenagem de vendas e produção está finalmente sincronizada.