A investida, no entanto, não reflete a confiança da gigante global de pagamentos nas companhias brasileiras, e sim uma execução de dívidas.
⚠️ Nos dois casos, a Mastercard informou que a investida se deve à excussão de alienação fiduciária sobre ações.
Isso significa que a Mastercard tinha pagamentos a receber que eram garantidos por ações do BRB e da Westwing e decidiu tomar essas ações depois que ficou sem receber esse pagamento.
A empresa de cartões não confirmou o nome do devedor, mas as dívidas estariam ligadas ao Will Bank, o banco digital do Banco Master.
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Will Bank foi liquidado pelo BC (Banco Central) nesta quarta-feira (21), depois que deixou de cumprir com obrigações financeiras mantidas com a Mastercard e teve seus cartões excluídos do sistema de pagamentos da empresa de cartões.
O tamanho da investida
💲 Com esse processo, a Mastercard passou a deter 6,93% do BRB e 31,87% da Westing.
Ao todo, a companhia americana passou a deter 33,6 milhões de ações do BRB, sendo 11,75 milhões de ações ordinárias e 21,9 milhões de ações preferenciais, além de 3,5 milhões de ações ordinárias da Westwing.
Considerando a cotação dos papeis no fechamento de terça-feira (20), as participações somam cerca de R$ 255 milhões.
Os papeis ordinários da BRB eram cotados a R$ 6,76 e os ordinários valiam R$ 7,20 no fechamento do último pregão. Já as ações da Westing eram negociadas por R$ 5,38.
Mastercard vai vender ações
A Mastercard não tinha outros investimentos no BRB ou na Westwing antes desse arranjo financeiro e já disse que não pretende ficar com as ações obtidas por meio da execução das dívidas.
Em comunicado, a Mastercard disse que não tem a intenção de manter participação acionária, alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa das duas empresas brasileiras.
Por isso, vai prosseguir com a venda das ações. E, nesse processo, também não pretende exercer os direitos políticos vinculados a esses ativos.
Em nota, a Mastercard disse que mantém diferentes tipos de garantias, como parte de suas atividades de gestão de risco enquanto arranjo de pagamentos regulado. E acrescentou que "essas garantias têm como finalidade exclusiva assegurar o cumprimento de obrigações de pagamento por parte dos emissores em caso de inadimplemento".
As empresas
🏦 Banco de Brasília, o BRB já havia sido citado em outras polêmicas envolvendo o Banco Master.
A instituição tentou comprar ativos da Master em 2025 e é apontada como um dos destinos das carteiras de crédito falsas criadas pelo banco de Daniel Vorcaro.
📱 Já a Westwing atua com o comércio eletrônico de produtos para casa, como móveis e tem como principal acionista a WNT Gestora De Recursos, que já fez negócios com o Banco Master e Nelson Tanure.