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XP Inc. (XPBR31) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 1,33 bilhão, alta de 10% na comparação anual. No acumulado do ano, o lucro atingiu R$ 5,2 bilhões, crescimento de 15%, consolidando um ciclo de expansão com rentabilidade elevada.
O lucro antes das taxas (EBT) ajustado somou R$ 1,55 bilhão no trimestre, avanço de 20% em relação ao mesmo período de 2024. A margem EBT subiu para 31,3%, expansão de 2,5 pontos percentuais, refletindo disciplina de custos, melhor composição de receitas e maior eficiência operacional.
O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROAE) alcançou 23,9%, avanço de quase 1 ponto percentual no ano, mantendo a XP entre as instituições financeiras mais rentáveis do mercado.
Ativos superam R$ 2 trilhões
A base total de ativos de clientes (AuC, AuM e AuA) atingiu R$ 2,08 trilhões no trimestre, crescimento de 22% em 12 meses, impulsionada por R$ 20 bilhões de captação líquida no varejo.
Em janeiro, a companhia superou a marca de R$ 1,5 trilhão em ativos sob custódia, sinalizando continuidade da expansão da base de clientes pessoa física e maior profundidade de relacionamento.
Segundo a empresa, o avanço reflete o modelo agnóstico de atendimento, no qual o cliente escolhe a forma de remuneração do assessor, aliado a ferramentas proprietárias de planejamento financeiro e alocação, que vêm elevando a qualidade das carteiras e a recomposição de margens.
Receita diversificada e avanço no atacado
A receita bruta avançou 12% no quarto trimestre, totalizando R$ 5,3 bilhões. No acumulado de 2025, superou R$ 19,5 bilhões, alta de 15%.
No varejo, a receita somou R$ 3,86 bilhões (+8%), com destaque para fundos, renda fixa e novas verticais, como seguros, cartões, previdência, contas digitais e investimentos globais.
O volume transacionado de cartões alcançou R$ 14,6 bilhões (+11%), enquanto os prêmios de seguros de vida somaram R$ 502 milhões (+25%). A vertical de previdência também cresceu de forma consistente, com ativos chegando a R$ 95 bilhões e expansão anual de 17%.
O grande destaque do trimestre foi o Banco de Atacado, cuja receita avançou 49%, para R$ 895 milhões, impulsionada por forte atividade em mercado de capitais de dívida (DCM).
Estrutura de capital sustenta crescimento
A administração destacou que a expansão da margem EBT reflete disciplina na alocação de capital e diversificação das fontes de receita, mantendo estrutura robusta para sustentar crescimento com rentabilidade.
📈 Com ativos acima de R$ 2 trilhões, avanço nas novas verticais e maior contribuição do atacado, a XP encerra 2025 combinando escala, eficiência e expansão de margens, pilares que sustentam sua tese de crescimento no médio prazo.