Leilão do Galeão atrai três empresas com lance mínimo de R$ 932 milhões

Governo espera proposta vencedora próxima de R$ 1,5 bilhão; martelo será batido na B3.

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Publicado em 30/03/2026 às 11:46h Publicado em 30/03/2026 às 11:46h por Wesley Santana
Galeão é o terceiro aeroporto mais movimentado do Brasil(Imagem: Shutterstuck)
Galeão é o terceiro aeroporto mais movimentado do Brasil(Imagem: Shutterstuck)

O governo federal realiza nesta segunda-feira (30) o leilão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão. O lance mínimo para participar da oferta é de R$ 932 milhões e conta com três empresas participantes.

A RIOGaleão (formada pela Vinci e Changi), atual concessionária do terminal aéreo, está na lista para renovar o contrato, que dura até 2039. Além dela, a espanhola Aena e a suíça Zurich também apresentaram propostas por este que é o terceiro maior terminal aéreo do país em volume de passageiros.

O leilão está marcado para acontecer na tarde desta segunda, em evento na B3, no centro de SP. É neste momento que os envelopes com as três propostas serão abertos, conforme expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos.

O leilão do Galeão acontece depois que o governo decidiu formar um novo contrato com cláusulas mais justas para o novo administrador. Desta forma, a concessão deve passar a ter as mesmas condições que outros equipamentos parecidos, o que pode diminuir o prejuízo da nova concessionária.

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A principal mudança está nos repasses feitos pela administradora ao poder público. Ficou decidido que, em vez de um pagamento fixo mensal, a nova concessionária vai pagar 20% do faturamento bruto ao governo federal.

Também foi removida a construção de uma terceira pista e a saída do poder público como sócio minoritário do negócio. “Ainda como parte do acordo, a Infraero, que atualmente possui 49% de participação na concessão, deixará a administração do terminal após a conclusão do processo de venda”, diz nota da pasta.

O edital também é publicado em um dos melhores momentos do aeroporto fluminense, que vê recorde de usuários. Em 2025, foram 17,5 milhões de passageiros, quase 13% do volume nacional, viabilizado pela chegada de novos destinos nacionais e internacionais.

Apesar do lance mínimo, a expectativa do governo é que a proposta vencedora seja de cerca de R$ 1,5 bilhão.