LCAs, a renda fixa do agro, chegam forte em 2026, crescendo 264% desde 2021

Investidores podem financiar as operações de crédito dos bancos destinadas ao agronegócio brasileiro.

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Publicado em 05/01/2026 às 20:27h - Atualizado 1 dia atrás Publicado em 05/01/2026 às 20:27h Atualizado 1 dia atrás por Lucas Simões
LCAs continuam isentas da cobrança de imposto de renda em 2026 (Imagem: Shutterstock)
LCAs continuam isentas da cobrança de imposto de renda em 2026 (Imagem: Shutterstock)
Muitos investidores de renda fixa ficaram com o pé atrás em relação às Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), já que o plano do governo Lula era acabar com a isenção de imposto de renda sobre elas. Só que o caldo entornou em Brasília no ano passado e acabou que tais títulos bancários que irrigam de crédito os produtores rurais seguem competitivos em 2026.
Aliás, as LCAs ostentam um crescimento vertiginoso de +264% desde 2021 em relação ao dinheiro que tais títulos de renda fixa são capazes de movimentar. Conforme os dados mais recentes do Boletim do Agro Finanças Privadas, elaborado pelo Ministério da Agricultura, o saldo chegou a R$ 603,33 bilhões em novembro de 2025, bem acima dos R$ 19,88 bilhões no mesmo período de 2021.
Vale mencionar que, durante a atual safra agrícola 2025/2026, é dever dos bancos manter aplicado em operações de financiamento rural o valor correspondente a 60% das captações realizadas com LCA. Nas safras anteriores, esse percentual era de 50%.
Lá na reta final de 2019, as Letras de Crédito do Agronegócio sequer tinham um estoque superior a R$ 100 bilhões, enquanto agora essa renda fixa do agro abre 2026 com saldo já superior a R$ 600 bilhões.
O próprio Ministério da Agricultura aponta que são os bancos estatais quem mais emprestam dinheiro aos produtores rurais, na ordem de 42% das transações, com uso do dinheiro colocado por investidores em LCAs, sendo o exemplo mais emblemático o Banco do Brasil (BBAS3).
Só que as instituições financeiras privadas também ajudam os projetos porteira adentro a se concretizarem, sendo responsáveis por quase 30% das transações, em especial, o BTG Pactual (BPAC11).