Suzano (SUZB4) elevará preços de celulose pela 3ª vez em março
O preço da commodity para clientes na Ásia terá um aumento de US$ 20.
🌳 Tanto a Klabin (KLBN11) quanto a Suzano (SUZB3) são referências quando o assunto é ganhar dinheiro no mercado de papel & celulose, mais uma commodity abundante do agronegócio brasileiro. Normalmente, os investidores associam a primeira como uma boa pagadora de dividendos, enquanto a segunda com maior potencial de valorização.
No entanto, o BTG Pactual chegou à conclusão de que uma dessas companhias pode entregar duas boas notícias aos seus acionistas em 2025: distribuir um dividend yield de 11% no ano, além de suas ações dispararem quase 50%.
Os analistas do banco estão falando do desempenho esperado para a Suzano, cuja recomendação de compra é reiterada em relatório, com preço justo de R$ 81 ante o patamar de R$ 54,35 no fechamento desta quarta-feira (16).
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O BTG Pactual teve a oportunidade de se reunir com o diretor financeiro da Suzano, Marcelo Bacci, durante conferência em Nova York na semana passada, oportunidade aproveitada para discutir as perspectivas para a celulose.
Bacci mencionou que os mercados estão atualmente com excesso de oferta, com compradores na China ainda não retornando totalmente às compras normalizadas, e ele não vê gatilhos de curto prazo para uma recuperação relevante nos preços a partir dos níveis atuais.
🚀 Todavia, a Suzano tem algumas cartas na manga: o projeto Cerrado está progredindo bem, os programas agressivos de recompra de ações são um sinal claro de quão desvalorizadas as ações estão, e não é provável ocorrer uma grande fusão & aquisição no curto prazo.
"Estamos nos aproximando dos níveis mínimos, com os preços oscilando em torno de US$ 560 e US$ 570 por tonelada (fibra curta de celulose na China), uma vez que nesses preços até o líder da indústria está operando com retornos abaixo do custo de capital em algumas linhas", comentam os analistas do banco.
Ou seja, a própria diretoria da Suzano reconhece o quanto estão baratas as ações da companhia, por isso está recomprando no mercado para potencializar a geração de valor aos seus acionistas.
Embora a companhia não costuma remunerar seus acionistas na forma de dividendos, SUZB3 está negociando com um yield de fluxo de caixa para o acionista de 11% para 2025, mesmo considerando o preço da celulose em US$ 575 por tonelada.
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Apesar de atuarem no mesmo setor, a Klabin está sendo menos afetada pela queda de preços da celulose na China, já que seus negócios dependem menos da Ásia na comparação com a Suzano, e sua divisão de papel e embalagens está indo muito bem.
Justamente pelo seu bom desempenho, KLBN11 já se encontra cara na bolsa brasileira, conforme o BTG Pactual, que reitera recomendação neutra, com preço justo de R$ 28. Os analistas projetam que o dividend yield em 2025 seja de 6,7%.
"No geral, a Klabin continua avançando na direção certa, mas ainda não recomendamos compra devido ao valuation esticado (as ações negociam a 7,0 vezes o Ebitda estimado para 2025)", diz o banco.
O preço da commodity para clientes na Ásia terá um aumento de US$ 20.
Produtora de papel e celulose sofre com valorização do dólar acima dos R$ 6 no fim do ano passado, encarecendo sua dívida e derivativos