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Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Por isso, a eleição americana desta semana tende a mexer com o mercado brasileiro. A XP, por exemplo, vê impactos no dólar, mas também em determinados setores da economia, como o agronegócio, a mineração e a indústria.
Em relatório, a XP avalia que o Brasil não deve ser o foco da política externa do próximo presidente dos Estados Unidos, seja Kamala Harris ou Donald Trump. Contudo, alerta para os efeitos que as propostas dos principais candidatos à Casa Branca podem ter na economia brasileira e aponta quais ações da B3 podem sair ganhando com o pleito. Confira:
Na avaliação da XP, a eleição de Kamala Harris pode elevar o fluxo de investimentos para mercados emergentes como o Brasil. Isso porque projetos como os que destinam investimentos para a infraestrutura e apoio para as pequenas empresas podem impulsionar a economia americana e, consequentemente, o apetite ao risco do mercado.
💡 Caso esse cenário se confirme, setores importantes para a transição energética, como a produção de minerais críticos e de energias renováveis, seriam os mais beneficiados. Afinal, Kamala Harris também deve manter ou até fortalecer a agenda climática de Joe Biden e o Brasil pode se apresentar como uma alternativa à China neste setor.
"Em termos de minerais críticos, componentes essenciais para a transição energética, a dominância da China nessa área representa uma vulnerabilidade estratégica para os EUA. Nesse contexto, uma solução pode ser encontrada no Brasil, que tem o potencial de se tornar um fornecedor alternativo importante para a China", avalia a XP.
Diante disso, a XP identifica quatro ações brasileiras que podem ser beneficiadas pela eleição de Kamala Harris:
Donald Trump, por sua vez, deve adotar uma política protecionista, elevando as tarifas de importação, o que pode afetar as exportações brasileiras, impactar o preço de commodities e fortalecer o dólar.
Em relatório, a XP afirma que não está claro se o Brasil conseguiria renovar algumas isenções tarifárias caso o republicano seja reeleito. Por isso, avalia que uma tarifa global de 10% sobre as importações americanas poderia afetar, sobretudo, as exportações brasileiras de petróleo bruto, aço semiacabado e café.
Tarifas mais altas sobre os produtos chineses ainda podem gerar um desequilíbrio entre oferta e demanda de aço, afetando o preço do aço e pressionando as mineradoras. Uma redução do preço do petróleo também não é descartada pela XP, já que Trump promete aumentar a produção americana de petróleo.
Além disso, espera-se que essas medidas aumentam a inflação americana, levando à manutenção de juros altos nos Estados Unidos e ao fortalecimento do dólar. A alta do dólar, por sua vez, também pode pressionar a inflação e os juros brasileiros.
🌱 Ainda assim, a XP vê uma janela de oportunidade para um setor da economia brasileira: o agronegócio. Isso porque o aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China poderia deslocar a demanda chinesa dos Estados Unidos para o Brasil, beneficiando produtos como soja e milho, como aconteceu entre 2018 e 2020.
A XP também lembra que empresas que têm operações nos Estados Unidos não serão impactadas pelas tarifas de importação e afirma que mineradoras de ouro podem sair ganhando com a eleição de Trump. Afinal, esse cenário pode gerar mais volatilidade nos mercados financeiros e inflação, levando os investidores a procurar o ouro como um ativo de proteção.
A XP aponta, então, seis ações brasileiras que podem ser beneficiadas pela eleição de Donald Trump:
As eleições dos Estados Unidos estão marcadas para esta terça-feira (5). O resultado é esperado a partir de quarta-feira (6), já que a apuração não ocorre em tempo real, como no Brasil. E ainda está em aberto, pois Kamala Harris e Donald Trump aparecem tecnicamente empatados nas últimas pesquisas de intenção de voto.
Pesquisa divulgada no sábado (2) pelo jornal The New York Times, por exemplo, mostra Kamala Harris com 47% das intenções de voto e Donald Trump, com 44%. A margem de erro que é de 3,4 pontos percentuais para mais ou menos.
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