A guerra que toma conta do Oriente Médio causou prejuízos físicos à gigante de tecnologia
Amazon (AMZO34), que teve o seu data center nas proximidades de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, destruído no último domingo (1º), quando a força aérea do Irã lançou diversos ataques contra o país vizinho em resposta à ação coordenada entre Estados Unidos e Israel que
matou o cabeça do regime dos aiatolás.
Conforme nota da Amazon Web Services (AWS), divisão da Amazon responsável por negócios de armazenamento de dados em nuvem, objetos não identificados provocaram um incêndio nas instalações do data center, o que levou as autoridades a interromperem o fornecimento de energia para dois data centers da empresa nos Emirados Árabes Unidos.
Os data centers são infraestrutura essencial para abrigar ferramentas de
inteligência artificial, como o ChatGPT, como também armazenam dados sensíveis de empresas presentes em ambiente virtual. Com instalações avariadas e sem energia elétrica, a Amazon deixou de prestar serviços tecnológicos na região temporariamente.
Sob efeito dominó, o Abu Dhabi Commercial Bank, uma das maiores instituições financeiras dos Emirados Árabes Unidos, viu o seu aplicativo e plataformas virtuais ficarem indisponíveis aos seus clientes, por conta das interrupções nos serviços prestados por data centers.
Apesar dos prejuízos físicos contabilizados e da volatilidade nas bolsas de valores ao redor do mundo, as ações da
Amazon (AMZO34) subiam +0,80% nesta segunda-feira (2), negociadas por R$ 53,97 cada por volta das 15h30 (horário de Brasília).
Vale citar que a Amazon não é a única gigante americana a ter data centers situados nas monarquias do Golfo Pérsico, uma vez que nomes como
Google (GOGL34),
Microsoft (MSFT34) e
Oracle (ORCL34) também mantêm instalações nas proximidades de Dubai, que virou um hub logístico e tecnológico, dada a sua proximidade equidistante entre Europa e Ásia.
Por sua vez, a AWS informa que "a recuperação total dos serviços ainda deveria levar muitas horas tanto nos Emirados Árabes Unidos quanto no Bahrein".