⛽ A Compass é controlada pela
Cosan (CSAN3) e atua no mercado de gás natural, com atividades de distribuição e serviços.
A empresa é dona da maior distribuidora de gás natural encanado do Brasil e da marca responsável pelas atividades do Terminal de Regaseificação de São Paulo -
Comgás (CGAS5) e Edge, respectivamente.
Além disso, é sócia da Commit, holding com participação em distribuidoras de gás canalizado de diferentes estados brasileiros.
No terceiro trimestre de 2025, a companhia já contava com 3 milhões de clientes e quase 28 mil quilômetros de rede de conexão de gás. E registrou um lucro líquido de R$ 432 milhões, com um Ebitda de R$ 1,3 bilhão.
IPO na mesa
Controladora da Compass, a Cosan já avaliou abrir o capital da sua subsidiária de gás em 2020, mas acabou engavetando o plano por causa da "deterioração das condições de mercado".
Os estudos sobre o IPO voltaram à mesa neste início de 2026, em meio à retomada dos IPOs brasileiros e também à tentativa da Cosan de reorganizar as suas contas e das suas subsidiárias.
🧾 Em fato relevante publicado nesta segunda-feira (23), a Cosan disse que "está avaliando a realização de uma oferta pública inicial de distribuição de ações de emissão da Compass Gás e Energia".
Porém, ressaltou que ainda não há qualquer decisão sobre a efetiva realização da oferta. Isso porque a medida depende das condições de mercado nacionais e internacionais e à obtenção das aprovações societárias competentes.
Vale lembrar que Bradesco BBI e
BTG Pactual (BPAC11) já entraram no quadro de acionistas da Compass no final do ano passado, por meio de um acordo firmado com a Cosan.
💲 Os bancos adquiriram
R$ 4 bilhões em ações preferenciais de emissão da Cosan Dez Participações, veículo que detém a fatia da Cosan na Compass Gás e Energia.
Esta foi uma forma de a Cosan renegociar as condições de um acordo firmado com o BBI em 2022, reduzindo o custo financeiro dessa transação e avançando com a estratégia de otimização de passivos lançada após a sua reestruturação.
A Cosan recebeu uma capitalização de R$ 10 bilhões no ano passado, para reestruturar suas contas e reduzir o seu endividamento. Agora, busca uma forma de melhorar a estrutura de capital de outra subsidiária, a
Raízen (RAIZ4).
IPOs de volta
Após um jejum de mais de cinco anos, IPOs de empresas brasileiras voltaram a ser uma realidade no início deste ano.
As fintechs
PicPay (PICS) e
Agibank (AGBK) abriram capital nos Estados Unidos, mas também há uma expectativa de que os IPOs voltem à B3.
A operadora da Bolsa brasileira diz que mais de 50 empresas aguardam apenas uma janela favorável de mercado para abrir o capital. E companhias como a
BRK Ambiental já têm avançado neste sentido.
Ao anunciar a retomada dos estudos sobre o IPO da Compass, a Cosan não informou se pretende conduzir a operação no Brasil ou nos Estados Unidos.
Em 2020, o pedido de IPO da Compass foi protocolado no Brasil. Já em 2024, a Cosan avaliou as condições do mercado americano para a oferta inicial de uma outra subsidiária, a
Moove.