Inflação sobe 4,26% em 2025, menor taxa anual desde 2018

O resultado ficou dentro da meta de inflação, favorecido pelo alívio no preço dos alimentos.

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Publicado em 09/01/2026 às 09:14h - Atualizado 18 horas atrás Publicado em 09/01/2026 às 09:14h Atualizado 18 horas atrás por Marina Barbosa
Já em dezembro, a inflação avançou 0,33% (Imagem: Shutterstock)
Já em dezembro, a inflação avançou 0,33% (Imagem: Shutterstock)

A inflação oficial brasileira subiu 4,26% no acumulado de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

💲 O resultado foi o menor desde 2018, quando marcou 3,75%. E ficou levemente abaixo do projetado pelo mercado, que projetava uma alta de 4,31% dos preços em 2025, segundo o Boletim Focus.

Com isso, a inflação ficou dentro da meta do BC (Banco Central), que é de 3% ao ano, com um intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.

A inflação havia superado a meta em 2024 e no primeiro semestre de 2025, o que exigiu uma explicação pública do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Contudo, desacelerou nos últimos meses do ano passado, favorecida sobretudo por um alívio nos preços dos alimentos, mas também pela pressão exercida pelos juros altos.

O BC elevou a taxa Selic para 15% ao ano em 2025 para conter a alta dos preços e mantém os juros neste patamar desde junho.

A expectativa do mercado é de que os juros comecem a cair neste ano, chegando a 12,25% até o final de 2026. Contudo, há dúvidas sobre quando começam os cortes, pois o BC vem mantendo um discurso duro, apesar do recente recuo da inflação.

No momento, a maior parte dos analistas acredita que o Copom ainda deve manter os juros em 15% na sua próxima reunião, no final de janeiro, deixando para março o início do corte dos juros.

O que pesou na inflação?

Segundo o IBGE, as despesas com habitação exerceram a maior pressão sobre a inflação em 2025.

💡 Isso porque a energia elétrica residencial teve um aumento de 12,31% no acumulado do ano e os preços do aluguel residencial (6,06%) e do condomínio (5,14%) também subiram.

Os gastos com educação, despesas pessoais e saúde também pesaram sobre a inflação, além dos transportes, que foram pressionados pelo aumento do transporte por aplicativo (56,08%) e da gasolina (1,85%).

Por outro lado, o grupo de alimentação e bebidas desacelerou de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. 

🍴 A desaceleração foi influenciada pelos preços da alimentação no domicílio, que caíram de junho a novembro, acumulando uma alta de apenas 1,43% em 2025.

Neste caso, os destaques são a redução dos preços do arroz (-26,56%) e do leite longa vida (-12,87%). O café moído (35,65%) e o pão francês (5,86%), por outro lado, ficaram mais caros no ano.

Veja a variação dos grupos da inflação em 2025: 

  • Habitação: 6,79%;
  • Educação: 6,22%;
  • Despesas pessoais: 5,87%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 5,59%;
  • Vestuário: 4,99%;
  • Transportes: 3,07%;
  • Alimentação e bebidas: 2,95%;
  • Comunicação: 0,77%;
  • Artigos de residência: -0,28%;
  • Total: 4,26%.

Dezembro

📊 A alta de 4,26% da inflação de 2025 foi registrada depois de os preços subirem 0,33% em dezembro.

O resultado de dezembro acelerou em relação aos meses anteriores, mas ficou dentro do esperado pelo mercado.

Segundo o IBGE, a inflação foi pressionada sobretudo pelos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%) no último mês do ano.

A alimentação no domicílio também subiu, interrompendo uma sequência de seis meses consecutivos de queda. A alta foi de 0,14%.

Já as despesas com habitação recuaram 0,33%o, já que a bandeira tarifária saiu de vermelha patamar 1 para amarela no mês, aliviando os gastos com energia elétrica.

Veja como a inflação se comportou ao longo de 2025:

  • Janeiro: 0,16%;
  • Fevereiro: 1,31%;
  • Março: 0,56%;
  • Abril: 0,43%;
  • Maio: 0,26%;
  • Junho: 0,24%;
  • Julho: 0,26%;
  • Agosto: -0,11%;
  • Setembro: 0,48%;
  • Outubro: 0,09%;
  • Novembro: 0,18%;
  • Dezembro: 0,33%.