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Depois de vários dias de baixas, a bolsa de valores do Brasil voltou a se valorizar nesta segunda-feira (23). O Ibovespa (IBOV) iniciou o pregão no campo positivo, com alta de 3,7%, acima dos 182,7 mil pontos.
O movimento reflete um exterior mais calmo, depois de um acordo de trégua entre os Estados Unidos e o Irã. O desempenho positivo dentro do Brasil é puxado especialmente pelas grandes companhias da bolsa, que operam no verde quase todas
O Bradesco se destaca no dia, com alta de quase 5% e ações acima dos R$ 19. Já a Petrobras (PETR4), que tem o maior número de acionistas da bolsa, chegou a crescer 3% em determinados momentos do pregão.
No entanto, as melhores performances são vistas em empresas menos expressivas da B3. É o caso da Hapvida (HAPV3), que lidera entre as altas do dia, com crescimento de quase 10%, ensaiando encostar na casa de R$ 10.
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O resultado vem depois do balanço financeiro da operadora de saúde, divulgado na semana passada, que serviu de inflexão para que os papéis subissem 14% na última sexta. Desde então, os investidores estão mais inclinados a comprar a tese da companhia, que vem tentando se reestruturar financeiramente.
O segundo lugar das maiores altas do dia fica com a Localiza (RENT3), que avança 9,5% para R$ 44,60. Na sequência, aparece a CSN (CSNA3), que cresce também acima de 9% e retoma os R$ 6,50, ainda de acordo com a B3.
Já na ponta negativa, quem lidera é a SLC Agrícola (SCLE3), que passa por uma correção depois de se valorizar mais de 20% apenas em 2026. Sem muitos motivos no radar, as ações caem cerca de 2,75% e retornam aos R$ 17,70.
Prio (PRIO3) e Braskem (BRKM5) são as outras duas únicas empresas a apresentar variação negativa no pregão de hoje. Elas negociam com baixa de 2,2% e 1%, aos R$ 66,40 e R$ 10,10, respectivamente.
No exterior, as bolsas reagem também de forma favorável ao movimento de aproximação entre as duas nações. Nos EUA, o índice da NYSE avança 2%, enquanto o Nasdaq cresce 1,75% e o S&P 500 sobe 1,6%.
O real também tem um dia bastante positivo, fazendo com que a moeda norte-americana perca o equivalente a 1,4%. No câmbio direto, o dólar está cotado a R$ 5,23.
O mesmo acontece com outras divisas, como o euro, que perde 1% e negocia em R$ 6,07. Entre as moedas de mercados emergentes, o Brasil também leva a melhor frente ao peso argentino, que cai 0,8%.
Já na disputa com o Bitcoin (BTC), o real vai no sentido contrário e acumula baixa de 2,5% neste dia, conforme dados do monitor CoinMarketCap. O índice CoinDesk 20, que reúne os ativos digitais de maior capitalização, avança 1,3%, para 2.070 pontos.
O resultado da bolsa brasileira aparece em decorrência de um alívio na guerra do Irã, depois dos Estados Unidos sinalizarem negociações com o país. Durante a manhã, o presidente Donald Trump anunciou uma trégua de 5 dias, motivada por “conversas muito boas”.
"Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento", declarou.
O movimento não só agradou os investidores como os fez tirar o pé do acelerador em um contexto de preço recorde na cotação do petróleo. Depois de chegar a mais de US$ 120 por barril do tipo Brent, o óleo recuou mais de 10% no dia, voltando ao patamar de US$ 100, de acordo com os monitores de commodities.
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