Guerra e prévia da inflação derrubam, mas novo pré-sal amortece Ibovespa (IBOV)

Investidores aumentam cautela com cenário econômico, depois de vai-e-vem no Oriente Médio.

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Publicado em 26/03/2026 às 13:48h Publicado em 26/03/2026 às 13:48h por Wesley Santana

Na manhã desta quinta-feira (26), o Ibovespa (IBOV) chegou a cair mais de 1%, conforme dados da B3, estabilizando em 184,3 mil pontos. No plano de fundo, duas situações afetam o principal indicador da bolsa de valores: a incerteza com o fim da guerra e o resultado do IPCA-15, que veio acima da expectativa do mercado.

Depois de alguns dias em que os EUA vêm afirmando que estão negociando um cessar-fogo com o Irã, com as sucessivas recusas de Teerã, o mercado já não digere mais essa informação da Casa Branca. Além disso, a prévia da inflação mostrou alta de 0,44% nos preços em março, contrariando as expectativas que eram de 0,29% para o período.

O resultado negativo da bolsa é puxado por ações de empresas de diferentes setores, como petroquímico, varejo e até construção civil. O pior desempenho do dia é visto na Braskem (BRKM5), que prolongou a queda que obteve na véspera e cai cerca de 6% neste pregão.

Na sequência, o ticker da Azzas 2154 (AZZA3) também aparece pressionando o IBOV, seguida da Direcional (DIRR3), ambas caindo no patamar de 5%. Entre as blue chips, o recuo mais forte vem do Itaú (ITUB4), que perde 1,6% de seu valor de mercado, negociando suas ações em R$ 42,50.

No lado positivo, o melhor desempenho vem da Brava Energia (BRAV3), que cresceu mais de 5% no pregão, na tentativa de alcançar os R$ 20 por papel. O resultado acontece um dia depois de o Goldman Sachs informar ao mercado que ultrapassou a marca de 5% do capital social da distribuidora de energia elétrica.

A pressão positiva vem ainda de outros tickers que crescem mais de 3% no pregão, caso da MBRF (MBRF3), que tem suas ações em R$ 20,50. A Petrobras (PETR4) também tem espaço neste pódio, depois de informar ao mercado que encontrou um novo poço de petróleo no pré-sal.

Cenário internacional

No exterior, o cardápio é bem parecido, mas sem o ingrediente da inflação no radar. Nos EUA, quase todos os índices operam no campo vermelho, com os investidores de olho no conflito no Oriente Médio.

O índice Nasdaq cai 1,2%, o S&P 500 recua 0,9% e a NYSE perde 0,6%, conforme dados dos monitores do mercado de ações norte-americano. O mesmo acontece com o Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, com as empresas brasileiras que negociam nos EUA, que apresenta recuo de 0,8% no dia.

O câmbio também sente o peso deste sentimento e performa de forma desfavorável ao Brasil. O dólar dos EUA sobe 0,3% para R$ 5,236, e o euro avança 0,06% para R$ 6,040.