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Depois de longas negociações, a Medley finalmente fechou um acordo para ter um novo dono no Brasil. Uma de suas principais concorrentes, a EMS, acordou pagar mais de R$ 3 bilhões para colocar os ativos da farmacêutica sob o seu chapéu.
A compra foi coordenada por Carlos Sánchez, controlador da companhia e do grupo NC, junto à Sanofi, atual dona da Medley. A marca de genéricos saiu por US$ 600 milhões, um preço bem acima do que a empresa havia mostrado estar disposta a pagar, que era de até US$ 500 milhões.
“A Sanofi tem falado em US$ 1 bilhão, mas, dada a competitividade do setor e a alta de juros, a Medley hoje é uma empresa que vale metade disso, ou algo equivalente a R$ 3 bilhões”, contou uma das fontes próximas às negociações, em agosto do ano passado. “O valuation que eles propõem está fora da realidade. Na França, os controladores da Sanofi já começam a entender isso e estão preparados para reduzir esse valor”, comentou outro executivo a par do assunto.
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Com os dois lados mais propensos a negociar, o valor da operação ficou em um múltiplo de 16 vezes o EBITDA da EMS. Agora, o acordo precisa passar por análise dos órgãos reguladores, como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
“Nossos planos são, por meio da Medley, continuar dando acesso a medicamentos de qualidade a toda a população brasileira, manter sempre as operações separadas e garantir a cadeia de abastecimento da saúde“, afirmou Sánchez em comunicado divulgado depois do M&A.
Além da EMS, a Sanofi recebeu proposta de outras diversas companhias do setor por sua subsidiária. No Brasil, Hypera e Aché eram apontadas como eventuais interessadas nos ativos que poderiam complementar a atuação das marcas ao redor do país. A indiana Sun Pharma também estava entre as negociadoras, inclusive com certo favoritismo, mas perdeu espaço para a EMS nas últimas semanas.
“Reconhecemos profundamente e valorizamos o talento e a dedicação dos colaboradores da Medley, que construíram uma marca confiável e respeitada ao longo das últimas décadas, atendendo milhões de pacientes, e estamos confiantes de que o Grupo EMS criará as condições para que a Medley continue crescendo e servindo pacientes em todo o Brasil“.
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