Dólar cai abaixo dos R$ 5,90 de olho em IA chinesa e tarifas de Trump

Às 11h40, a moeda americana era negociada em baixa de 0,48%, cotada a R$ 5,884 na compra e R$ 5,885 na venda.

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Publicado em 28/01/2025 às 12:16h - Atualizado 2 meses atrás Publicado em 28/01/2025 às 12:16h Atualizado 2 meses atrás por Matheus Silva
Na B3, o dólar futuro para fevereiro registrava queda de 0,09% (Imagem: Shutterstock)

💲 O dólar comercial apresentou leve recuo nesta terça-feira (28), refletindo um cenário global marcado por movimentações no setor de tecnologia e anúncios sobre políticas econômicas dos Estados Unidos.

Às 11h40, a moeda americana era negociada em baixa de 0,48%, cotada a R$ 5,884 na compra e R$ 5,885 na venda. Na B3 (B3SA3), o dólar futuro para fevereiro registrava queda de 0,09%, fechando em 5.894 pontos.

A cotação atual representa uma continuidade na tendência de retração observada na última segunda-feira (27), quando o dólar encerrou o dia em R$ 5,9128, a menor cotação desde novembro de 2024.

Tecnologia e tarifas

Um dos principais fatores de pressão sobre os mercados foi o impacto do lançamento de um modelo de inteligência artificial de baixo custo pela startup chinesa DeepSeek.

O movimento trouxe volatilidade global, com forte liquidação de ações de tecnologia, enquanto investidores ponderam sobre os efeitos do aumento da competitividade asiática no setor de IA, historicamente dominado por empresas ocidentais.

Simultaneamente, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçaram as preocupações com tarifas globais.

Em discurso recente, Trump mencionou a possibilidade de impor tarifas universais "bem maiores" que 2,5%, proposta inicial apoiada pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.

Essa perspectiva gerou uma busca por ativos mais seguros, como o dólar, ao mesmo tempo em que ampliou as incertezas em economias emergentes.

➡️ Leia mais:Efeito DeepSeek’ derruba ações da WEG (WEGE3) em mais de 8%

Perspectivas sobre política monetária

Além do contexto internacional, a atenção dos investidores está voltada para as decisões de importantes bancos centrais nesta semana.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve deve manter as taxas de juros inalteradas após três cortes consecutivos que somaram 1 ponto percentual.

Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinaliza um possível aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic, que pode alcançar 13,25% ao ano.

Segundo o Goldman Sachs, o comunicado do Copom deve abordar tanto a deterioração das expectativas de inflação quanto os primeiros sinais de desaceleração na atividade econômica.

📊 Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) também se reúne, e a expectativa é de uma redução de 0,25 ponto percentual nos juros, medida para enfrentar a desaceleração da economia da zona do euro.

Cotações do dólar

  • Dólar comercial: Compra a R$ 5,884 e venda a R$ 5,885.
  • Dólar turismo: Compra a R$ 5,967 e venda a R$ 6,147.