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💸 O dólar manteve o recuo na abertura desta quinta-feira (3), reagindo ao anúncio das tarifas recíprocas de Donald Trump (Partido Republicano), presidente dos Estados Unidos. A moeda caiu 1,49%, cotada a R$ 5,61, acumulando uma queda de 1,06% na semana. Na véspera, o dólar fechou em R$ 5,69. Por aqui, o Ibovespa subia 0,50%, aos 131 mil pontos.
No mesmo ritmo, os mercados globais ensaiam uma queda, os futuros do S&P500, por exemplo, já caíram cerca de 3%. Além disso, empresas como a Apple (AAPL34) e a Nvidia (NVDC34) superaram os 3% de desvalorização. Na Europa, o índice Stoxx 600 caiu 1,3%. A reação ruim do mercado já era esperada por especialistas, já que as tarifas vieram acima da expectativa.
"As tarifas vieram acima do que o mercado esperava, inclusive com diversos países na Ásia enfrentando taxas superiores a 30%. Pelas notícias ventiladas, o pior cenário girava em torno de 20-25% para os mais afetados. A consequência imediata é mais incerteza na economia global e, logicamente, menos crescimento", analisou Fernando Marx, contribuidor do TC Investimentos.
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🤑 Para ele, a maioria das companhias exportadoras brasileiras está bem posicionada em relação à decisão. "Isso porque o preço de commodities como petróleo, papel e celulose é determinado no mercado internacional, o que minimiza o efeito direto das tarifas sobre quem vende. Nesse caso, o maior peso recai sobre o importador, que arca com o aumento de custos e vê suas margens comprimidas", explicou.
Já para Julio Ortiz, CEO e co-fundador da CX3 Investimentos, a decisão de Trump é um grande erro e não irá gerar um retorno positivo.
"Se o objetivo foi proteger as empresas americanas, incentivando a produção local, houve um grande engano. A globalização mostrou ao mundo que cada país, ou região, é mais eficiente em determinada etapa do processo produtivo. Tentar ir contra, taxando diferentes centros de produção, forçar produção local é um grande erro e certamente não irá gerar resultado positivo", disse.
Ainda assim, o analista da TC Investimentos diz que companhias como SOJA3, TTEN3, SLCE3, podem ser beneficiadas por uma maior valorização das ações, devido a possíveis revisões altistas nos lucros. "Como o lucro sobe, os dividendos esperados também tendem a crescer — o que reforça o potencial dessas ações tanto para valorização quanto para retorno via proventos".
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