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Os acionistas de empresas brasileiras receberam 67,1% menos dividendos no terceiro trimestre de 2023, segundo o índice global de dividendos da Janus Henderson. É que o volume de proventos pagos pelas companhias brasileiras recuou para US$ 5,8 bilhões, depois de alcançar US$ 16,4 bilhões no terceiro trimestre de 2022.
"Os dividendos brasileiros despencaram em dois terços (-67,1%), graças a um corte muito grande da Petrobras (PETR4)", diz relatório da gestora britânica. A Janus Henderson também apontou o recuo dos proventos pagos pela Vale (VALE3) como uma causa para o declínio do índice de dividendos no Brasil.
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A Petrobras anunciou a distribuição de R$ 17,5 bilhões em proventos após registrar uma queda de 42,2% do lucro no terceiro trimestre. Já a Vale, que também viu seu lucro encolher no terceiro trimestre, vai distribuir R$ 10,5 bilhões em dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio). Os resultados foram influenciados, entre outras coisas, pela variação cambial.
Segundo a Janus Henderson, a redução de proventos da Petrobras e da Vale foi mais do que o suficiente para compensar o aumento de proventos em outros setores da economia brasileira, como o setor financeiro. A gestora citou, por exemplo, o aumento dos proventos do Banco Bradesco (BBDC4), que pagou R$ 2 bilhões em JCP em julho.
A Petrobras (PETR4) reduziu o montante de proventos pagos aos acionistas em US$ 9,6 bilhões no terceiro trimestre de 2023, de acordo com a Janus Henderson. Foi o maior corte de dividendos do mundo, pelo segundo trimestre consecutivo. Por isso, foi determinante para a queda do índice global de dividendos.
Pelos cálculos da gestora britânica, a distribuição global de dividendos recuou 0,9% na comparação com o mesmo período de 2022. As distribuições somaram US$ 421,9 bilhões, ante US$ 425,8 bilhões.
O recuo interrompeu uma sequência de três trimestres consecutivos de crescimento no pagamento de dividendos. E, segundo a Janus Henderson, pode ser explicado pela redução dos dividendos de apenas duas empresas: a Petrobras e a mineradora australiana BHP Billiton (BHGP34).
"Grandes cortes em um pequeno número de empresas mascara um crescimento no mercado mais amplo. Excluindo os dois maiores cortes, o crescimento subjacente foi de 5,3%", calcula a Janus Henderson.
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