Derrota para Tanure: Sabesp (SBSP3) é autorizada a comprar a Emae (EMAE4)

Negócio foi questionado por fundo de Tanure, mas Cade e Aneel negaram o recurso.

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Publicado em 20/01/2026 às 13:20h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 20/01/2026 às 13:20h Atualizado 1 minuto atrás por Marina Barbosa
Emae produz energia hidrelétrica em São Paulo (Imagem: Divulgação/Governo SP)
Emae produz energia hidrelétrica em São Paulo (Imagem: Divulgação/Governo SP)
A Sabesp (SBSP3) recebeu nesta terça-feira (20) as aprovações regulatórias necessárias para seguir com a compra da Emae (EMAE4).
O negócio foi aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), depois de ser questionado na Justiça pelo fundo Phoenix, do empresário Nelson Tanure.

O que aconteceu?

💲 A Sabesp anunciou em outubro de 2025 um acordo para comprar 70,1% do capital social da Emae, por um total de R$ 1,13 bilhão.
 
O negócio, no entanto, foi questionado pelo fundo Phoenix, que havia comprado a Emae em um leilão realizado em 2024.
Isso porque a Sabesp conduziu a negociação com o Vórtx, o agente fiduciário que passou a deter ações da Emae após o vencimento antecipado de debêntures emitidas pelo Phoenix.
O recurso do fundo de Tanure, no entanto, foi negado por unanimidade pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) nesta terça-feira (20).

A avaliação do Cade e da Aneel

⚖️ O relator do processo no Cade, José Levi Mello do Amaral, entendeu que a empresa não detém legitimidade para recorrer, já que não foi reconhecida como um terceiro interessado pela Superintendência-geral do Cade. Além disso, entendeu que a operação não deve prejudicar a concorrência nos mercados envolvidos. 
Diante disso, Levi decidiu pelo não conhecimento do recurso do Phoenix e ainda confirmou a aprovação do negócio, sem restrições. O voto foi seguido pelos demais conselheiros do Cade.
A compra da Emae pela Sabesp ainda foi aprovada pela Aneel nesta terça-feira (20), após o diretor Gentil Nogueira considerar improcedentes os pedidos do Phoenix.
A decisão da Aneel também levou em conta os seguintes requisitos legais: capacidade técnica, idoneidade financeira, regularidade jurídica e fiscal e compromisso com o contrato vigente, sem impedimentos técnicos e concorrenciais.

O objetivo da Sabesp 

A Emae é a Empresa Metropolitana de Água e Eletricidade de São Paulo. Por isso, a Sabesp prevê benefícios em duas frentes complementares a partir dessa aquisição:
  • Segurança hídrica: a integração dos sistemas Guarapiranga e Billings permitirá maior flexibilização na gestão de recursos hídricos da Região Metropolitana de São Paulo, ampliando a segurança hídrica do abastecimento e potencializando os usos múltiplos desses mananciais; 
  • Ativos elétricos: a Emae conta com um portfólio de ativos elétricos com geração de caixa sólida, apoiado por contratos de receita de longo prazo indexados à inflação, o que contribui para estabilidade financeira e geração sustentável de valor. 
"Ao unir a segurança hídrica ao potencial energético, a aquisição amplia a sinergia entre os negócios da Companhia e consolida uma base mais robusta para enfrentar os desafios climáticos e de demanda crescente por serviços essenciais", disse a Sabesp, em outubro de 2025.
As ações da Sabesp sobem forte na B3 nesta terça-feira (20), diante da aprovação do negócio. Às 13h18, o papel avançava 3,52% e era cotado a R$ 127,52. Já os papeis da Emae apresentavam um leve recuo.