Depois de operação na Amazônia, Ibama notifica JBS (JBSS32) por compra de gado ilegal

Outros 11 frigoríficos foram citados pelo órgão federal que aplicou multas milionárias aos produtores.

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Publicado em 31/08/2025 às 11:41h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 31/08/2025 às 11:41h Atualizado 2 minutos atrás por Wesley Santana
Compra de gados mantidos em zonas não autorizadas é considera crime no Brasil (Imagem: Shutterstock)

Nesta semana, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis) enviou um ofício à JBS (JBSS32) pedindo esclarecimentos por suposto envolvimento na compra de gado de origem ilegal. Outros 11 frigoríficos menores também foram notificados e autuados pelo órgão federal.

Segundo documento obtido pela Reuters, o instituto está investigando as empresas por “aquisição de gado suspeito, triangulado com fazendas limpas para disfarçar a origem ilegal”. Os animais estariam sendo mantidos em terras desmatadas sem autorização dentro da floresta amazônica.

A autuação acontece no âmbito da Operação Carne Fria, deflagrada na última sexta-feira (29) que tinha o objetivo de desmantelar cadeias produtivas que funcionam na Amazônia. No total, dezesseis frigoríficos foram inspecionados pelo Ibama durante todo o dia.

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Desse total, seis empresas teriam sido multadas pelo Ibama no valor total de R$ 4 milhões. O montante seria referente a uma aquisição de mais de 8,1 mil cabeças de gados dessas áreas citadas no ofício, sendo que cada cabeça de gado comercializada equivale a uma multa de R$ 500.

"Como resultado, o Ibama aplicou R$ 22 milhões em multas por descumprimento de embargo e impedimento da regeneração da vegetação. Além da apreensão dos mais de 7 mil animais, avaliados em cerca de R$ 30 milhões, os proprietários foram notificados a retirar o gado das áreas embargadas no prazo de 30 dias", ressaltou.

O comunicado do Ibama, no entanto, não dá indícios de qual seria o nível do envolvimento da JBS nos casos. Mas esclarece: “produzir, vender ou comprar gado dessas áreas embargadas é crime ambiental e os responsáveis são autuados”, diz o comunicado do Ibama.

Por meio de nota à imprensa, a JBS disse que não teve acesso ao relatório produzido pela fiscalização do órgão. A companhia esclareceu que o documento é “necessário para apurar os fatos mencionados na autuação”.