A
Taesa (TAEE11) é muito lembrada pelos investidores quando o assunto é transmissão de energia elétrica e distribuição de dividendos, mas a empresa também pega muito dinheiro emprestado dos investidores via emissão de
debêntures incentivadas, dado que os projetos do
setor elétrico demandam elevados aportes para se manterem em pé.
Só que os analistas do BTG Pactual enxergam neste início de 2026 mais oportunidades em
títulos de renda fixa atrelados ao setor elétrico por meio das debêntures incentivadas emitidas pela Rialma Transmissora de Energia, sob o código de negociação (RALM11), cuja taxa indicativa nesta quarta-feira (21) beirava
IPCA+ 8% ao ano.
Afinal de contas, a Rialma se saiu vencedora em leilão de linhas de transmissão elétrica realizado em 2023, quando adquiriu um lote com desconto de 51% e com Receita Anual Permitida (RAP) de 347,8 milhões. Sua concessão durará 30 anos e prevê a construção de uma linha de transmissão elétrica com 807 quilômetros de extensão entre Bahia e Minas Gerais.
Não à toa, a companhia tomou emprestado R$ 785 milhões dos debenturistas em outubro de 2024, na época oferecendo juro real de 7,89% ao ano. E suas debêntures incentivadas só vencerão em 15 de dezembro de 2048, o que desperta a curiosidade do quanto esse investimento de longuíssimo prazo pode render.
O
Chat IA do Investidor10 simulou que uma aplicação inicial de R$ 10 mil nas debêntures da Rialma, pagando
IPCA+ 8% ao ano, carregada até o vencimento em 2048, deve gerar o montante de
R$ 130.000,00, considerando uma inflação média anual de 4%. Em comparação, a
caderneta de poupança retornaria
R$ 28.500,00 nas mesmas condições, apresentando taxa média de 4,20% ao ano.
"Alta previsibilidade da receita e forte geração de caixa, com RAP reajustada anualmente pela inflação, margens altas, e forte arcabouço regulatório nos animam a recomendar as debêntures da Rialma", afirmam os analistas Frederico Khouri e Luís Gonçalves, em relatório.
O BTG Pactual estima que a relação de endividamento líquido sobre o lucro operacional deve recuar de 13,9 vezes em 2026 para 6,1 vezes em 2033, o que corrobora pela excelente nota de crédito 'AAA' conferida pela agência de classificação de risco Fitch. Todavia, vale lembrar que o investimento não tem a proteção do
FGC (Fundo Garantidor de Crédito).