Cury (CURY3) fecha 2025 com recordes e vira aposta da XP para 2026

A XP destacou que a empresa deve reportar os melhores números de sua trajetória histórica nas próximas semanas.

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Publicado em 13/01/2026 às 17:07h - Atualizado 10 horas atrás Publicado em 13/01/2026 às 17:07h Atualizado 10 horas atrás por Matheus Silva
Até o terceiro trimestre do ano passado, a Cury já acumulava um salto de 38% na receita líquida (Imagem: Shutterstock)
Até o terceiro trimestre do ano passado, a Cury já acumulava um salto de 38% na receita líquida (Imagem: Shutterstock)

🚨 A Cury (CURY3) confirmou o que muitos investidores já suspeitavam e classificou 2025 como o ano em que a companhia mudou de patamar.

Em reunião com executivos da incorporadora, a XP Investimentos reforçou sua visão otimista, destacando que a empresa deve reportar os melhores números de sua trajetória histórica nas próximas semanas.

Até o terceiro trimestre do ano passado, a Cury já acumulava um salto de 38% na receita líquida e um crescimento de 46% no lucro líquido, mantendo margens saudáveis mesmo em um cenário de juros desafiador.

O segredo do sucesso reside em uma combinação de disciplina operacional e posicionamento geográfico estratégico.

Focada exclusivamente nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro, a Cury aproveita um banco de terrenos privilegiado que permite uma precificação superior à dos concorrentes.

Além disso, a XP aponta que a concorrência no setor ainda é considerada "frágil", prejudicada pelo alto custo de capital e forças de vendas menos eficientes, o que deixa o caminho livre para a Cury dominar os lançamentos de baixa renda.

Motores ligados para 2026

O início de 2026 já mostra que o ritmo não deve diminuir. A empresa realizou lançamentos bem-sucedidos em São Paulo e no Rio de Janeiro logo nos primeiros dias do ano, encontrando uma demanda represada e corretores otimistas.

Existem três pilares fundamentais que sustentam essa continuidade do crescimento. O novo regime de Imposto de Renda, que isenta salários de até R$ 5 mil, aumenta o poder de compra das famílias e facilita a aprovação de financiamentos imobiliários.

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Há uma expectativa crescente de melhorias nas condições das faixas 3 e 4 do programa, incluindo o aumento nos limites de preço dos imóveis e da renda familiar permitida.

A Cury está mitigando a falta de mão de obra e a inflação de custos através da industrialização, utilizando moldes de alumínio e componentes pré-moldados para acelerar as obras e manter a margem bruta em níveis confortáveis.

Dividendos

A XP também esclareceu os bastidores do follow-on realizado pela Cury em dezembro, que movimentou mais de R$ 500 milhões.

A operação não foi apenas para reforçar o caixa, mas uma manobra estratégica para permitir a distribuição de dividendos robustos antes da entrada em vigor de novas tributações em janeiro de 2026.

A gestão optou pela emissão de ações para manter a estrutura de capital simples e evitar o rompimento de cláusulas de dívida, demonstrando uma gestão financeira conservadora e focada no retorno ao acionista.

📊 Com as ações negociadas a R$ 32,21, a XP mantém a Cury como sua top pick do setor, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 37,00.