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CSN (CSNA3) decidiu vender alguns de seus ativos para reduzir o endividamento e, assim, abrir caminho para um novo ciclo de crescimento.
O plano foi anunciado nesta quinta-feira (15) e, de acordo com a empresa, representa um movimento estratégico necessário para equacionar em definitivo a sua estrutura de capital.
A ideia é vender "ativos importantes" para concentrar-se em "segmentos de maior rentabilidade, crescimento e sinergias" e melhorar o balanço.
Corte de dívidas
📉 Pelos cálculos da CSN, a estratégia permitirá cortar de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões em dívidas.
Para se ter ideia, o endividamento líquido da companhia chegou a R$ 37,5 bilhões no terceiro trimestre de 2025, o que corresponde a uma alavancagem de 3,14x, medida pela relação Dívida Líquida/Ebitda.
Contudo, a CSN diz que a alavancagem pode cair para 1,83x com a venda de R$ 18 bilhões em ativos e já mira uma alavancagem de 1x no longo prazo.
"Com base no renovado portfólio de ativos que a CSN focará, o Grupo tem potencial de em até 8 anos dobrar seu EBITDA e rentabilidade, com endividamento em torno de 1x, concentrando suas operações nos segmentos de maior crescimento e que geram maior valor e sinergias", afirmou.
Quais ativos serão vendidos?
A CSN já pretende dar início à venda de ativos neste mês de janeiro, para conseguir fechar os primeiros negócios ainda em 2026.
⚠️ O objetivo inicial é vender uma participação relevante na CSN Infraestrutura e o controle da CSN Cimentos -negócios que, juntos, representam cerca de 19% do faturamento e 28% do Ebitda do grupo.
A CSN já contratou assessores financeiros para essas operações, mas lembrou que as vendas dependem de determinadas condições, como a aprovação dos órgãos reguladores.
Além disso, a companhia vai avaliar alternativas e/ou parcerias para a CSN Siderurgia. O foco no curto prazo é maximizar a geração de caixa do negócio, que responde por cerca de 50% da receita líquida e 18% do Ebitda do grupo, mas viu seus resultados encolherem nos últimos anos.
CSN Mineração fica no grupo
⚒️ Já a
CSN Mineração (CMIN3) deve continuar no portfólio da CSN, pois é vista como um ativo de "alta performance" e também como a "principal avenida de crescimento do grupo".
Neste caso, o foco é a continuidade do plano de expansão. "Projetos robustos, maduros e de alta rentabilidade (produto high grade) levarão a CMIN a um novo patamar", diz a CSN.
No terceiro trimestre de 2025, a CSN Mineração entregou 33,3% do faturamento e 56,8% do Ebitda da CSN.
Ao apresentar o novo planejamento estratégico, a CSN também destacou o alto retorno e o baixo risco da CSN Energia, indicando que também não pretende se desfazer desse ativo.