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🚨 Os Correios, uma das principais estatais brasileiras e responsáveis pela logística em um país de dimensões continentais, enfrentam uma das maiores crises de sua história.
Entre janeiro e setembro de 2024, a empresa registrou um prejuízo de R$ 2 bilhões, o maior para o período em mais de meio século de operações.
O alerta sobre risco de insolvência, emitido pela própria estatal, acendeu um sinal vermelho para o futuro de uma empresa que já foi símbolo de eficiência logística no Brasil.
Os números de 2024 já colocam o período como um dos piores da trajetória dos Correios, superando até mesmo o déficit histórico de R$ 2,1 bilhões registrado em 2015.
A deterioração das contas fez a estatal anunciar, em outubro, um teto de gastos de R$ 21,96 bilhões para o ano, além de uma série de medidas emergenciais para conter o rombo.
Em busca de reequilibrar as finanças, os Correios adotaram uma série de ações que impactam diretamente as operações e contratos. Entre elas, destacam-se:
Apesar dessas medidas de austeridade, a projeção de receitas para 2024 foi revisada para baixo, de R$ 22,7 bilhões para R$ 20,1 bilhões, deixando um déficit estimado de pelo menos R$ 1,7 bilhão.
Desde que Fabiano Silva dos Santos assumiu a presidência dos Correios, indicado pelo grupo Prerrogativas e próximo ao governo Lula, as decisões administrativas têm gerado controvérsias.
Sob sua gestão, os Correios optaram por não recorrer em ações trabalhistas milionárias, o que impactou significativamente o caixa da empresa:
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Além disso, os Correios assumiram, em 2024, uma dívida de R$ 7,6 bilhões relacionada ao Postalis, fundo de pensão dos empregados da estatal, cujo déficit é resultado de anos de má gestão e falta de novas adesões desde 2008.
O alerta de insolvência indica que, caso as medidas de contenção de gastos não sejam suficientes, os Correios poderão precisar de aportes do Tesouro Nacional para continuar operando.
Esse cenário reacende o debate sobre a privatização da estatal, uma discussão que ganhou força durante o governo anterior, mas que perdeu tração na gestão atual.
Embora a administração atual culpe a gestão passada pelos problemas financeiros, os números mostram que os Correios registraram lucro em três dos quatro anos do governo Bolsonaro, o que amplia as críticas sobre a condução estratégica adotada nos últimos meses.
Em meio à crise, a estatal surpreendeu ao lançar um concurso público para contratar 3.511 novos funcionários, com salários entre R$ 2.429 e R$ 6.872.
A decisão contraria o discurso de austeridade e levanta dúvidas sobre a real capacidade de equilíbrio das contas.
Além disso, a proximidade de Fabiano com o grupo Prerrogativas e a realização de eventos envolvendo figuras ligadas ao governo atual geram especulações sobre influências políticas nas decisões estratégicas da empresa.
A crise dos Correios transcende o âmbito financeiro. Como principal operadora logística do país, qualquer desestruturação na estatal pode impactar diretamente o comércio eletrônico, pequenos empreendedores e consumidores, especialmente em regiões remotas onde alternativas privadas são limitadas ou inexistentes.
A possível necessidade de intervenção do governo ou mesmo de uma reestruturação mais ampla, como a privatização, coloca em pauta o papel das empresas públicas no Brasil e a eficiência de sua gestão em tempos de adversidade econômica.
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A crise que hoje abala os Correios expõe não apenas os desafios internos de uma estatal com estrutura inchada e dívidas históricas, mas também um problema maior de governança e gestão pública no Brasil.
O risco de insolvência é um reflexo da falta de planejamento e da interferência política que, ao longo de décadas, minaram a capacidade da empresa de competir em um mercado cada vez mais dinâmico e exigente.
Enquanto as medidas de contenção ainda estão em curso, o futuro dos Correios permanece incerto, e o impacto de uma eventual insolvência poderá reverberar por toda a economia brasileira.,
📈 O que está em jogo não é apenas a sobrevivência de uma estatal, mas a confiança em um modelo de gestão que precisa urgentemente ser revisado.
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