Copasa (CSMG3) emite R$ 2 bi em debêntures e escolhe bancos para follow-on

A emissão visa reforçar o caixa da companhia enquanto o governo de MG avança para reduzir ou até zerar sua participação acionária.

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Publicado em 23/02/2026 às 16:57h - Atualizado 1 dia atrás Publicado em 23/02/2026 às 16:57h Atualizado 1 dia atrás por Matheus Silva
Para o follow-on, o BTG Pactual atuará como coordenador líder (Imagem: Divulgação/Copasa)
Para o follow-on, o BTG Pactual atuará como coordenador líder (Imagem: Divulgação/Copasa)
🚨 A Copasa (CSMG3) anunciou a 22ª emissão de debêntures, no montante de R$ 2 bilhões. A oferta ocorre em paralelo à estruturação da oferta secundária de ações que pode levar à privatização da companhia de saneamento mineira.
De acordo com o comunicado, as debêntures serão simples, não conversíveis em ações, com valor nominal unitário de R$ 1 mil. 
A emissão está prevista para 15 de março de 2026, será destinada exclusivamente a investidores profissionais e terá prazo de vencimento de 10 anos. 
A operação reforça o caixa da companhia em um momento estratégico, enquanto o Estado de Minas Gerais avança nos preparativos para reduzir ou até zerar sua participação acionária.
Na segunda-feira (23), os acionistas aprovaram em assembleia a criação de uma classe especial de ações, a chamada golden share, que garantirá ao Estado poder de veto em decisões estratégicas, mesmo em caso de diluição relevante da participação. 
A proposta permite que o governo mineiro venda até a totalidade de suas ações, utilizando os recursos para amortizar a dívida com a União.

Bancos escolhidos para estruturar o follow-on

O controlador definiu também os coordenadores globais da eventual oferta secundária de ações. O BTG Pactual atuará como coordenador líder, acompanhado por Itau BBA, Bank of America, Citigroup e UBS BB Corretora.
Apesar da definição das instituições financeiras, a oferta ainda não está formalmente em andamento. 
O processo depende de aprovações societárias e de credores, além de condições favoráveis de mercado, assinatura de contratos e trâmites regulatórios.
A desestatização, debatida há cerca de oito anos, ganhou tração no fim de 2025, após aprovação pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. 
A proposta prevê transformar a Copasa em uma corporation, modelo em que o capital é pulverizado e não há controlador definido, embora o Estado mantenha influência estratégica via golden share.

Ações em alta

Nos últimos 12 meses, os papéis da companhia acumulam valorização próxima de 160%, refletindo a expectativa de avanço na privatização. Mesmo após a alta expressiva, analistas seguem otimistas.
O JPMorgan Chase elevou a recomendação para compra no início de fevereiro e revisou o preço-alvo de R$ 30 para R$ 66, estimando potencial adicional de valorização.
Outras casas, como o BTG Pactual e o Itaú BBA, também mantêm recomendação positiva, avaliando que a mudança de controle pode destravar ganhos de eficiência operacional, disciplina de capital e potencial de geração de valor aos acionistas.
🚀 Com reforço de caixa e estruturação do follow-on, a Copasa sinaliza que o processo de privatização entra em fase mais concreta.