A volatilidade toma conta das cotações do petróleo em 2026, tendo, em boa medida, um dedo do presidente americano Donald Trump por detrás. Só nesta semana, o
petróleo tipo Brent, principal referência para a
Petrobras (PETR4), derreteu quase -5% no último dia 2 de fevereiro, tocando os
US$ 65 por barril, tanto por questões geopolíticas quanto por especulações diante de
mudanças no Federal Reserve.
Não é segredo que o governo Trump mantém uma queda de braços ativa com o regime dos aiatolás, o qual governa o Irã desde a Revolução de 1979, um dos maiores produtores da commodity no mundo. O território iraniano está em posição estratégica, com seu litoral no Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento marítimo por onde passa 20% de todo o petróleo do mundo.
Todavia, os preços do
petróleo tipo Brent voltaram a se recuperar nesta terça-feira (3), em direção aos
US$ 70 por barril, o que renovava o apetite do mercado em torno das principais petroleiras ao redor do mundo, mas com destaque para as americanas.
Só os papéis da
Exxon Mobil (XOM) saltavam +3,14% na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), acima dos US$ 142 cada. Já as ações da
Chevron (CVX), a única petroleira americana ainda com operações na Venezuela, escalavam +1,47%, acima dos US$ 176 cada.
Diante de um breve alívio nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, com o próprio Trump dizendo que ambos os países estão em negociações, o petróleo se mantém mais controlado, mas as perspectivas dos especialistas são de que a commodity ainda enfrentará mais pressões baixistas.
"Trump anunciou um acordo com a Índia que requer a suspensão das compras de petróleo russo por parte dos indianos, fora que o cartel dos maiores produtores de petróleo, a Opep+, planeja aumentar a produção em breve. Apenas teremos um aumento ainda maior da quantidade de petróleo russo flutuando no mar", menciona nota do banco holandês ING.