Já faz quase dois anos completos que a
Sabesp (SBSP3) foi privatizada durante a gestão do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Todavia, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), usa a antiga estatal como pauta em sua pré-campanha ao governo estadual nas Eleições 2026.
Buscando tranquilizar a Faria Lima, que muito lucrou com a privatização da Sabesp (dada a valorização de +61% das ações da companhia só nos últimos 12 meses), Haddad disse no último dia 20 de março que não pretende reverter o processo de privatização da Sabesp.
"Os governos do PT respeitam contratos. O desrespeito ao contrato traz mais prejuízos do que ganhos. Aqui, um governo de direita erra e a gente conserta respeitando contratos. É assim que procuramos consertar os erros, levando em consideração que aquela decisão que foi tomada produziu efeitos jurídicos que deverão ser respeitados", disse Haddad a jornalistas, durante seu primeiro dia como pré-candidato em São Paulo.
Nesta semana, Haddad seguiu batendo na tecla da Sabesp, afirmando durante entrevista à Rádio CBN, que apura os impactos da privatização da companhia, visto que as reclamações dos clientes dispararam +162% entre os anos 2023 e 2024.
"Vou analisar com cuidado. Sem analisar, não vou ficar vendendo fantasia. Mas se isso for importante para a população, eu vou debater o assunto", disse Haddad, que tenta quebrar o favoritismo de Tarcísio de Freitas, o qual busca a sua reeleição.
Por sua vez, o atual governador paulista conta com o apoio do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro).
Ambos reforçaram a aliança política durante agenda presencial em São Paulo no final de fevereiro, mencionando um "Projeto Brasil" para 2026.