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O sentimento de calma que o Banco Central mostrava até o mês passado realmente chegou ao fim. No último Boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (30), a autarquia elevou pela terceira vez consecutiva a projeção da inflação para 2026.
De acordo com o levantamento, que ouve vários entes do mercado financeiro, os preços devem subir até 4,31% ao longo deste ano ante os 4,17% previstos anteriormente. O indicador é mais alto, porém ainda permanece dentro do intervalo da meta, que vai de 1,5% a 4,5% ao ano.
Nas últimas semanas, depois que começou a guerra, o BC tem feito mudanças semanais na expectativa para o IPCA. No começo de março, a autarquia chegou a falar em 3,9% ao ano, mas a situação mudou completamente com o início do conflito no Irã.
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Na comparação com o documento do começo de março, houve uma mudança relevante também na projeção da taxa básica de juros. A perspectiva de da Selic no fim de 2026 caiu de 12,5% para 12%.
Na última reunião do Copom, o órgão já havia sinalizado uma menor apetite para redução dos juros. O cenário geopolítico impõe desafio à economia de mercado emergentes, então requer mais cautela na política monetária, conforme destacaram os diretores por meio de carta ao mercado.
Também nesta segunda, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, destacou que a oferta baixa do petróleo já está pressionando a inflação. Em evento promovido pelo Banco Safra, ele destacou que a autarquia já trabalha para conter esse problema, incorporando de forma gradual os preços do petróleo nas projeções.
“O Banco Central tem toda uma governança justamente para tentar aparar as pontas, para que a gente não tenha posições mais extremadas sobrepondo o processo de decisão de política monetária”, disse.
A fala dele acontece alguns dias depois que o BC reduziu a taxa de juros em 0,25%, para 14,75% ao ano. O corte veio abaixo do que os analistas previam depois da última reunião, mas em linha com o cenário que se desenhou depois do início da guerra.
O presidente ainda destacou que o cenário negativo desenhado nos últimos comunicados se confirmou, o que elevou as estimativas para o restante do ano. E foi com base nisso que os diretores do Copom votaram pelo corte menos expressivo.
“Tem que se entender que, às vezes, a ocorrência do risco, seja baixista ou altista, demanda você retirar ele dali… A gente chegou a debater isso, mas também entendeu que poderia aguardar, ter agora mais 45 dias para entender quais são os desdobramentos”, afirmou, em referência à próxima reunião do Copom, marcada para maio.
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