Quando pensamos em
inteligência artificial (IA), logo vem à mente o
ChatGPT, da
OpenAI, uma ferramenta que revolucionou diversas tarefas do cotidiano, inclusive aumentando a eficiência no mundo corporativo. Para termos esse aplicativo funcionando, precisamos dos chips de última geração da
Nvidia (NVDC34), outra empresa sediada nos Estados Unidos. Só que os chineses não estão dormindo no ponto em 2026.
Após surpreenderem o mundo no ano passado com a
DeepSeek, a IA chinesa barata que roda modelos de linguagem que entram em conflito com as empresas mais tecnológicas do Vale do Silício, agora a gigante chinesa
Alibaba (BABA34) lança nesta terça-feira (10) um modelo de inteligência artificial para alimentar robôs, subindo a régua para suas concorrentes em Wall Street.
Apelidado de RynnBrain, a nova ferramenta dos chineses é configurada para auxiliar os robôs a compreender o mundo físico ao seu redor e identificar objetos, o que entra em rota de colisão com o projeto Optimus, da montadora de veículos elétricos
Tesla (TSLA34), fundada por
Elon Musk.
Em vídeo compartilhado pela própria Alibaba, um robô já é capaz de reconhecer uma fruta e colocá-la em um cesto. Embora tal tarefa pareça simples à primeira vista, ela requer um complexo modelo de IA para que o robô seja apto a interagir com objetos enquanto se movimenta.
Importantes empresários americanos, como o CEO da Nvidia, já avaliam que esse mercado de IA e robótica representa uma oportunidade de crescimento de trilhões de dólares. A própria fabricante de semicondutores já roda seus modelos de IA para robôs, como a ferramenta Cosmos.
Segundo dados do
Investidor10, quem levou a melhor na bolsa de valores nos últimos 12 meses foi a China, uma vez que as ações da
Alibaba (BABA) se valorizaram +57% em dólares, ao passo que a americana
Nvidia (NVDA) se apreciou +42%.
Todavia, em termos de valor de mercado, os americanos ainda levam ampla vantagem, só com a Nvidia ostentando capitalização de US$ 4,65 trilhões, a companhia mais valiosa do mundo, enquanto a Alibaba vale US$ 376,8 bilhões.
Medo da IA chega ao Brasil
O caso mais emblemático neste ano é o da
Totvs (TOTS3), empresa brasileira e líder na área de
tecnologia da informação em toda a América Latina, que viu suas ações derreterem -20% neste início de fevereiro desde o pico de janeiro de 2026.
A narrativa da vez no mercado financeiro é que tamanhos avanços em IA tornem irrelevantes a maioria das empresas desenvolvedoras de softwares, caso da
TOTS3. Todavia, analistas do Banco Safra avaliam que os investidores em bolsa de valores exageraram na correção da empresa brasileira.
Para os especialistas, não há risco iminente ao modelo de negócios da Totvs, que segue bem posicionada em seu mercado principal. Fora que o potencial de valorização para
TOTS3 é de +25% até o fim do ano, dado que o mercado ainda não incorporou os efeitos da aquisição da Linx, aprovada em janeiro pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A recomendação segue neutra para
TOTS3, em que o Banco Safra estipula preço-alvo de R$ 47 por ação até o final do ano. No momento, os papéis da Totvs patinam -5% no acumulado de 2026.