Carro voador da Eve, subsidiária da Embraer, atinge 43 metros em novo teste público

Testes ganham ritmo e impulsionam ações da companhia; Eve quer certificação da ANAC.

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Publicado em 25/03/2026 às 17:38h Publicado em 25/03/2026 às 17:38h por Wesley Santana
Veículo pode mudar a forma como se transita pelas cidades (Imagem: Divulgação)
Veículo pode mudar a forma como se transita pelas cidades (Imagem: Divulgação)

No segundo teste público realizado em menos de quatro meses, o protótipo do veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês) alcançou uma altura de 43 metros. No total, a aeronave da Eve Air Mobility (EVEB31), apelidada de carro voador, já vai para o seu 35º voo, ampliando as expectativas em cima da tecnologia.

A exibição desta quarta-feira (25) foi realizada durante uma visita do presidente Lula à fábrica da companhia, que é subsidiária da Embraer (EMBJ3). Durante o evento, a aeronave permaneceu cerca de uma hora e meia no ar, se deslocando em três eixos diferentes.

A Eve vem ampliando os testes nos últimos meses, permitindo que o eVTOL chegue a uma velocidade de até 28 km/h. A empresa trabalha para validar diversos pontos, como leis de controle, eficiência aerodinâmica dos rotores, comportamento térmico e o modelo de propulsão.

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“Estamos avançando com disciplina e consistência em nossa campanha de testes, reduzindo riscos e consolidando as bases para futuros voos de certificação. Os resultados obtidos nestes primeiros meses de campanha pós-primeiro voo, em dezembro de 2025, reforçam nossa confiança na arquitetura da aeronave e na capacidade de entregar uma solução segura, eficiente e escalável para o mercado de mobilidade aérea urbana”, afirma Johann Bordais, CEO da Eve.

Além de Lula, participaram do evento outras autoridades que estão acompanhando os desdobramentos dos testes. A comitiva incluiu o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, banco público que já injetou mais de R$ 8 bilhões na ideia inovadora.

“Acompanhamos hoje o voo de teste de um marco da engenharia brasileira, que reforça a capacidade do país de inovar e competir em setores de alta tecnologia", afirmou o executivo. “E nós vamos agora caminhar para a certificação da ANAC para o eVTOL virar veículo comercial, tudo isso 120 anos depois do primeiro voo público do 14-bis, em Paris”, completou.

Depois da divulgação do novo teste, as ações da Eve, negociadas na NYSE, avançaram mais de 5%, para US$ 2,65. No Brasil, os BDRs da companhia também seguiram pelo mesmo caminho, superando a casa de R$ 13,50 e um valor de mercado de quase US$ 1 bilhão.