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O BTG Pactual (BPAC11) disse nesta quarta-feira (2) que não fez nenhuma proposta para aquisição de ativos do Banco Master. Contudo, não descartou inteiramente a possibilidade.
Questionado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre a potencial negociação, o BTG afirmou que "nunca fez proposta para aquisição de ativos ou de participação no capital social do Banco Master".
🔎 No entanto, voltou a dizer que "monitora de forma contínua oportunidades de consolidação no mercado financeiro que possam gerar valor para seus acionistas e que tenham o suporte dos reguladores".
Além disso, declarou que negociações como as que vêm sendo ventiladas pela imprensa "integram o curso ordinário de suas atividades, sendo coordenadas rotineiramente por suas equipes especializadas".
O banco de André Esteves vem sendo apontado como um potencial comprador dos ativos do Master que não entraram no acordo com o BRB (BSLI4), como os precatórios.
Houve, inclusive, notícias de que o BTG já teria oferecido R$ 1 para assumir o controle do banco digital.
O presidente do Conselho de Administração e sócio sênior do BTG, André Esteves, reuniu-se com o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, na segunda-feira (31). Ou seja, pouco depois de o BRB anunciar um acordo para comprar 58% do capital social do Banco Master.
🏦 Galípolo reuniu-se com Esteves antes mesmo de receber os presidentes do BRB e do Master, Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro, respectivamente.
O presidente do BC também tem audiência agendada com representantes do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para esta quinta-feira (3) e terá que dar explicações sobre o negócio ao Senado nos próximos 30 dias.
A compra do Banco Master pelo BRB depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do Banco Central. o BC tem um prazo de 360 dias para se posicionar sobre o assunto, contados a partir do recebimento do pedido de compra, o que aconteceu na última sexta-feira (28).
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O BRB fechou um acordo para comprar 58% do capital social do Banco Master, pelo valor equivalente a 75% do patrimônio líquido consolidado do banco digital. O negócio é, então, avaliado por cerca de R$ 2 bilhões.
💲 Segundo o Banco de Brasília, o negócio está em linha com "sua estratégia de expansão e fortalecimento de sua posição no mercado financeiro".
A avaliação é de que o Banco Master agrega expertise em cartão de crédito consignado, câmbio, mercado de capitais e atacado ao seu negócio. Já o Will Bank, banco digital do Grupo Master, pode contribuir com a sua presença digital do BRB.
A compra, no entanto, é vista com cautela. Afinal, o BRB é uma sociedade de economia mista, cujo acionista majoritário é o Governo do Distrito Federal, e o BRB vinha apresentando um alto custo de captação do Banco Master.
O banco digital vinha apostando em ativos arriscados, como precatórios. Além disso, chegou a oferecer CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com retorno de 140% do CDI, uma taxa bem superior à praticada por outros bancos.
Diante disso, o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal questionou os "possíveis impactos dessa decisão sobre o patrimônio público e a economia do Distrito Federal".
A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado pediu explicações ao BC sobre os riscos do negócio. E o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios instaurou um inquérito civil para apurar as circunstâncias de compra e venda de ações do Banco Master pelo Banco de Brasília.
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