Por volta das 13h (horário de Brasília), os papéis preferenciais da estatal do Distrito Federal tocaram mínima diária aos R$ 4,16 cada, bem abaixo do valor de fechamento de R$ 5,59 cada na última sexta-feira (6).
Isso porque os investidores receberam com desconfiança o
plano de recomposição do capital social e reforço de liquidez do BRB, que foi apresentado ao Banco Central na semana passada, como forma de compensar os bilhões de reais perdidos em negócios obscuros com o empresário Daniel Vorcaro, dono do privado Banco Master, alvo de diversas investigações pela Polícia Federal (PF).
Conforme o Banco de Brasília, o plano de reestruturação reúne ações preventivas que serão implementadas caso fique comprovada a necessidade de aporte do governo do Distrito Federal, o que dependerá da conclusão das investigações em andamento.
As próprias investigações da PF dão conta de que o BRB pretendia comprar por R$ 12,2 bilhões as carteiras de crédito do Banco Master, mesmo que parte dos executivos da estatal já soubessem que tais ativos financeiros eram superfaturados ou inexistentes.
Nas estimativas do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, as operações com o Banco Master provocaram um rombo de R$ 5 bilhões no balanço do BRB. Até o momento, o Banco de Brasília não mencionou valores que serão necessários em seu plano de reestruturação.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no
BRB — Banco do Brasília (BSLI4) há cinco anos, hoje você teria R$ 98,50, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.551,50 nas mesmas condições.